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Evangelho do Dia - Lucas 1,39-56

— O Senhor esteja conosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

39Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.
42Com um grande grito exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre!” 43Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”.
46Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, 48porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 49porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, 50e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o temem.
51Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. 52Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. 53Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. 54Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. 56Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
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Em Prontidão Para a Servidão





Meus queridos, bom dia!

De um modo muito especial, o Evangelho nos chama a servir, despojando-nos de toda a vaidade e, de prontidão, atender às necessidades daquele que realmente precisa de nós. Maria, mãe e esposa por excelência, se revela do modo que a conhecemos: caridosa. Vale lembrar que, quando os fatos narrados no Evangelho aconteceram, Maria já havia recebido a visita tão gloriosa do Anjo Gabriel, e já estava ciente daquilo que se passava com Ela. Isabel já era idosa, e, no sexto mês de gestação, já não conseguia cumprir com suas obrigações de esposa e responsável pelo lar.

Sem rodeios, o que o Evangelho nos traz é um verdadeiro "puxão de orelha"... Não há limitações suficientemente grandes para nos afastar do irmão e não nos deixar atendê-lo em suas necessidades. E podemos ir além, pensando também naquilo que fazemos, podemos fazer, ou deixamos de fazer pela comunidade, em favor do Reino. Não basta pendurar um crucifixo no pescoço, ou passear com a Bíblia presa ao corpo... Se não nos colocamos a serviço, tudo isso não faz sentido.

Como eu tenho sido útil à comunidade?
Eu tenho sido útil à comunidade?
Eu estou inserido na comunidade? Será que tenho criado empecilhos que não me permitem estar a serviço?

Certa vez ouvi de um padre, do qual não me recordo o nome, que não importa a quantidade de tempo que doamos, mas sim a qualidade deste tempo. Não que a quantidade não seja importante, mas de nada adianta disponibilizar um dia todo se o mesmo não for feito da melhor maneira possível, doando o que tenho de melhor. Sendo assim, ainda que seja um único minuto a serviço, se este for doado de coração, com tudo que temos de melhor, esse tempo se torna uma das maiores oblações ao Senhor. Quem ama dá o seu melhor....

Abraço!





Heitor A. Pereira
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Evangelho do dia - São João 15,26–16,4a

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
15,26“Quando vier o Defensor que eu vos mandarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim.
27E vós também dareis testemunho, porque estais comigo desde o começo. 16,1Eu vos disse estas coisas para que a vossa fé não seja abalada. 2Expulsar-vos-ão das sinagogas, e virá a hora em que aquele que vos matar julgará estar prestando culto a Deus. 3Agirão assim, porque não conheceram o Pai, nem a mim. 4aEu vos digo isto, para que vos lembreis de que eu o disse, quando chegar a hora”.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
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Espirito Santo, o Defensor


Bom dia amados e amadas do Pai... que a graça, a paz e a sabedoria do Espírito Santo de Deus estejam conosco neste dia, para que simplesmente consigamos acomodar nosso ser para as palavras do Todo Poderoso, Deus Altíssimo.

Como é bom estarmos reunidos para juntos refletirmos sobre as palavras do alto, que são luz para os nossos caminhos.

Jesus hoje vem nos alertar sobre algo muito importante nos nossos dias.Diz respeito ao nosso relacionamento para com as outras pessoas que convivemos dia-a-dia. Para que possamos ter a maturidade e o discernimento corrento na nossa conduta de vida ele nos reserva as graças do Espírito Santo dele. Bem, então verifiquemos isso no evangelho.O Senhor já nos dizia sobre o Espírito Santo que viria sobre nós como o Paráclito, que quer dizer, o consolador, aquele que nos ampara, aquele que nos sustenta nas horas que nos sentimos fracos e desamparados: “Quando vier o defensor que eu vos mandarei da parte do Pai...”

Cristo já preparava os seus discípulos para dias de batalha, por isso mesmo ele garantia a eles que quem iria os defender seria o Espírito Santo da verdade, da graça, da benção, porque frágeis eram os homens.

Trazendo pra nossa realidade de vida, notamos quão grande amor Jesus se dispõe a nós, todos os dias. Queridos, olhe pra sua vida. Quantos de nós temos que “matar um leão por dia” pra sobreviver? Quantos de nós vivemos em constante guerra? Quantos de nós não somos derrotados nas lutas diárias por ter o Espírito Santo que nos defende?

Veja que Glória!!! Que Maravilha!!! Somos mais que vencedores em Cristo Rei!!! Porque possuímos o Espírito Santo que é o Paráclito, que nos consola, que nos faz dignos de viver...

O Senhor também, preparava seus discípulos para que estes não tivessem sua fé abalada. Mas que permanecessem firmes no propósito de glorificar ao Pai em constância e em conformidade com aquilo que os faria sempre felizes: estar juntinhos de Deus.

Meus irmãos, diante das palavras de Jesus: “agirão assim, porque não conheceram o Pai, nem a mim.” Reflitamos algo muito sério e importante para os nossos dias: quantas vezes nos deparamos com pessoas a nossa volta, que sem a luz de Cristo, agem de forma que nos ofendem, de forma que nos machuca, de forma com que quase nos mata interiormente?

Queridos, é certo que Deus Pai prometeu o Espírito Santo dele. Mas também é certo de que tribulações teremos, como o próprio Jesus nos alertou através do que ele falou para os discípulos.

Por isso mesmo, revistamos do Espírito Santo e não deixemos as flechadas do mal que são lançadas sobre nós, na pessoa de muitos que convivem conosco diariamente, seja no trabalho, na família, na rua, na sociedade, acabar com nossa paz. Foi nesse sentido que Jesus já alertava aos seus.

Assim, repetimos: somos mais que vencedores, porque não lutamos com as armas desse mundo, mas guerreamos com o poder do Espírito Santo: o amor, a paz, a candura, a humildade, a graça, o respeito, a benção... são inúmeras as grandes obras que o Espírito Santo faz quando abrimos nosso Ser.

Não deixemos abalar por aqueles que nos perseguem, mas sigamos firmes no propósito de ver o Pai, de conhecer a Cristo e suas grandes promessas de maravilhas... que nosso dia seja abençoado, em nome de Jesus.... Vinde Espírito Santo sobre nós...


Klênia e Marcos.
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Evangelho do dia - São João 14, 15-21

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 15Se me amais, guardareis os meus mandamentos, 16e eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Defensor, para que permaneça sempre convosco: 17o Espírito da Verdade, que o mundo não é capaz de receber, porque não o vê nem o conhece. Vós o conheceis, porque ele permanece junto de vós e estará dentro de vós. 18Não vos deixarei órfãos. Eu virei a vós. 19Pouco tempo ainda, e o mundo não mais me verá, mas vós me vereis, porque eu vivo e vós vivereis. 20Naquele dia sabereis que eu estou no meu Pai e vós em mim e eu em vós. 21Quem acolheu os meus mandamentos e os observa, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
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Não somos Órfãos!


Bom dia,

amados irmãos!



Que maravilha é termos a certeza de que Jesus não nos deixou como órfãos! Ele foi para junto do Pai, mas enviou-nos o Espírito Santo que vivifica-nos, santifica-nos e purifica-nos de todo pecado. Sem Ele não somos o que o Pai sonhou um dia para a nossa vida. É Ele quem nos direciona até Deus, é Ele quem nos move e nos dá força para vencer as nossas batalhas espirituais diárias.

Mas, por que, em muitos momentos de nossa vida, nós não sentimos ou vemos a presença do Espírito Santo?

O que acontece muitas vezes é que pela "agitação" da vida ou por outras situações que nos afastam de Deus, acabamos ficando mais ligados às coisas do mundo do que àquilo que nos conduz ao Céu. Por exemplo, ficamos com o coração preso aos bens materiais como: celular, mp3..., computador, "chapinha" para alisar o cabelo, etc... ; além também de muitos pecados que vão se tornando "normais" em nós. Vale mais o "eu tenho" ou o "eu posso"

Quando estamos assim, agimos como quem julga poder caminhar pelas próprias forças, desprezando a necessidade da força que provém do Espírito Santo.

Ora, "o Espírito Santo vem em auxílio as nossas fraquezas" e se mantivermos esta postura, dificilmente Ele terá espaço para agir em nós e, muito menos, através de nós na vida daqueles que precisam encontrar a Luz do Senhor!

Que Jesus Misericordioso, neste dia, envie sobre nós uma porção redobrada do Espírito Santo e faça-nos pessoas mais sensíveis ao teu Amor e a tua vontade!
Permaneçamos na Paz de Jesus, com o amor de Maria e sob a Luz do Espírito Santo!

Amém!

Prof. Reginaldo Pacheco
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Evangelho do dia - São João 15, 18-21

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 18“Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro me odiou a mim. 19Se fôsseis do mundo, o mundo gostaria daquilo que lhe pertence. Mas, porque não sois do mundo, porque eu vos escolhi e apartei do mundo, o mundo por isso vos odeia.
20Lembrai-vos daquilo que eu vos disse: ‘O servo não é maior que seu senhor’. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós. Se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. 21Tudo isto eles farão contra vós por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou”.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
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Se Deus está por nós, quem pode estar contra nós?


Todos os bons e fiéis cristãos, mas sobretudo os gloriosos mártires, dirão: «Se Deus está por nós, quem pode estar contra nós?» (Rm 8,31). O mundo contra eles gritava, as nações faziam planos insensatos, os príncipes conspiravam juntos (Sl 2,1); inventavam novos tormentos e imaginavam suplícios incríveis a que submetê-los. Oprimiam-nos cobrindo-os de opróbrio e de falsas acusações, encerravam-nos em cárceres insuportáveis, torturavam-lhes a carne com unhas de ferro, massacravam-nos a golpes de espada, expunham-nos às feras, abandonavam-nos às chamas, e estes mártires de Cristo exclamavam: «Se Deus está por nós, quem pode estar contra nós?»O mundo inteiro está contra vós, e dizeis: «Quem pode estar contra nós?» Mas os mártires respondem-nos: «Que significa para nós o mundo inteiro, quando morremos por Aquele por Quem o mundo foi feito?» Que estes mártires o digam, então, e que o reiterem, e que nós os escutemos, dizendo com eles: «Se Deus está por nós, quem pode estar contra nós?» Podem descarregar a sua fúria, injuriar-nos, acusar-nos injustamente, cobrir-nos de calúnias; podem não só matar como torturar. Que farão os mártires? Repetirão: «Mas Deus é o meu auxílio, o Senhor é Quem conserva a minha vida» (Sl 53, 6). [...] Ora, se o Senhor é Quem conserva a minha vida e Quem dá força à minha alma, em que poderá o mundo fazer-me mal? [...] É também Ele quem restabelecerá o meu corpo. [...] «Até os cabelos da vossa cabeça estão contados» (Lc 12, 7). [...] Digamos portanto, digamos com fé, com esperança, com um coração ardendo de caridade: «Se Deus está por nós, quem pode estar contra nós?»


Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (norte da África) e Doutor da Igreja Sermão 334, para os Santos Mártires, §1
Fonte: http://blog.cancaonova.com/campos/category/1-artigos/1b-mensagem-para-hoje/page/12/?submit=Go
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Evangelho do dia - São João 15, 12-17

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 12“Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. 13Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos.
14Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. 15Já não vos chamo servos, pois o servo não sabe o que faz o seu Senhor. Eu chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai. 16Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e para que produzais fruto e o vosso fruto permaneça. O que, então, pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo concederá. 17Isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros”.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
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Já Não Vos Chamo Servos



Muito bom dia, meus amigos!

Que alegria começarmos mais um dia agradecendo ao Senhor pelas coisas maravilhosas que Ele nos concede a cada dia, né? Já leram a mensagem de bom dia para hoje? Quão frutíferas têm sido as colaborações da nossa irmãzinha Bárbara, através de suas reflexões...

Quão linda é nossa passagem de hoje! Linda mesmo!! Jesus vira para seus discípulos que, para ele, eles já não são mais considerados como servos, como alunos, como seguidores, mas amigos!

Mas... o que é necessário para você se tornar, verdadeiramente, um amigo?Gosto muito mesmo de um livrinho, tido como infantil, mas que é uma verdadeira obra prima da literatura universal e que deveria ser leitura obrigatória para aquelas pessoas que querem ser amigos de verdade. O autor é Antoine de Saint-Exupéry e sua criação, O Pequeno Príncipe.

No trecho conhecido como O Príncipe e a Raposa (clique aqui e leia um trecho), aprendemos que uma verdadeira amizade é construída a partir do momento em que gastamos tempo ao lado da pessoa candidata a amigo.

"Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante."
Antoine de Saint-Exupéry



Está aí uma dica preciosíssima para nos tornarmos amigos verdadeiros de Jesus: é preciso gastarmos tempo ao lado do Senhor, conhecendo Ele, conversando com Ele, pedindo conselhos a Ele para nos tornarmos Seus amigos de verdade!

A pergunta que faço a cada um é a seguinte: que tempo você tem gastado, das vinte e quatro horas do seu dia, cultivando sua amizade com Jesus? 10% seria duas horas e vinte e quatro minutos; 5% é uma hora e doze minutos e 1% é pouco mais que quatorze minutos...

É tempo de refletirmos o tempo que temos gastado ao lado do Senhor... será que estamos por volta de 1% somente? Será que chegamos nesse percentual mínimo??

O amor que temos pelas coisas faz com que nos aproximemos delas e gastemos boa parte de nosso dia a dia pensando, planejando, "namorando" aquela coisa querida. Faça um teste e veja, de maneira sincera, se você tem dado espaço ao Senhor em seu coração...

É momento de refletirmos se temos sido, verdadeiramente, amigos de Jesus ou se temos nos auto-denominado "cristãos" apenas da boca pra fora! Tenho certeza que, se você está aqui lendo esse artigo, sua vocação não é a de estar no enorme número dos cristãos do IBGE: que se dizem assim somente quando alguém pergunta, mas que os atos traduzem algo completamente diferente.

Que o Espírito Santo nos conduza em nossa reflexão!

Grande abraço fraternal,


Márcio Gomes Pacheco
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Últimas Fotos - IV Olaria

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Restante das Fotos - IV Olaria



O restante das fotos do IV Olaria será postado ainda hoje.

Confiram mais tarde...
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Evangelho do Dia - João 15,9-11

— O Senhor esteja conosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 9“Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. 10Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor. 11Eu vos disse isto, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena”.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
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Como permanecer no Amor?





Bom dia!

A palavra de Deus para nós hoje vem nos dizer que Jesus nos amou da mesma forma que o Pai amou a Ele. Sendo Deus, Jesus não teria outra forma de nos amar que não fosse a mesma que a do Pai: um amor puro, verdadeiro e concreto, que não depende de uma ação em contrapartida do ser amado... Um amor que muitas vezes nós, apenas seres humanos, não conseguimos descrever ou compreender, apenas se deixar envolver por ele...

Diante disso Jesus nos faz um pedido: “Permanecei no meu amor.”

Como permanecer no amor de Deus?

O que realmente significa permanecer no Amor?

Jesus afirma que se nós guardarmos os seus mandamentos, permaneceremos no seu amor. Ele não diz isso em vão ou como mera sugestão. Jesus testemunha que Ele mesmo guardou os mandamentos do Pai e por isso permanece no seu amor.

Dessa forma, parece que já temos as respostas para as perguntas acima formuladas...

Mas, em que consiste guardar os mandamentos do Pai?

Será que estou guardando os mandamentos de Deus e, assim, permanecendo no seu amor?

Como guardar os mandamentos do Senhor? Será que basta analisar a letra da “lei” e procurar colocá-la em prática? Será que consiste apenas em conhecer o que diz cada artigo dos Dez Mandamentos e verificar se a minha vida, ela toda, em sua plenitude, está de acordo com aquilo que está escrito?

Sabemos que Jesus, durante sua vida terrena, resumiu os mandamentos de Deus em apenas um: Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo...

Estou amando a Deus sobre todas as coisas?

Todas as coisas?

Todas mesmo?

O que quer dizer amar a Deus sobre todas as coisas?

Será que isso implica em colocar o meu irmão, ou para quem não enxerga dessa forma, colocar uma outra pessoa, um outro ser humano, em um grau mais baixo de igualdade, simplesmente porque ele tem outra crença, ou é de uma raça diferente da minha, ou possui outro sexo, ou talvez porque apenas tem uma opinião ou uma forma de pensar diferente da minha?

Será que permaneço no amor de Deus quando lanço julgamentos pré-concebidos sobre as pessoas que de uma forma ou de outra me incomodam, ou não possuem a mesma fé que eu?

Será que tenho esse direito de julgar, e até mesmo, condenar uma outra pessoa?

Tenho amado o meu próximo, como a mim mesmo?

Quem é o meu próximo?

Estou me amando? Que ações concretas de amor demonstro por mim mesmo?

Será que verdadeiramente tenho permanecido no Amor, ou só tenho vivido na ilusão de estar Nele, sendo que na verdade estou revestido por uma película impermeável?

Que nós possamos, no dia de hoje, aproveitar essa oportunidade para refletirmos sobre a palavra do Senhor e o que Ele tem, de fato, pra nos dizer, para que possamos, ao fim do dia, ter pelo menos uma indicação de resposta para todos os questionamentos que o Senhor nos faz...

Um boa reflexão a todos!



Danilo Lopes Ribeiro
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Mais Fotos do IV Olaria!

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Evangelho do Dia - João 15,1-8

— O Senhor esteja conosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 1“Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. 2Todo ramo que em mim não dá fruto ele o corta; e todo ramo que dá fruto, ele o limpa, para que dê mais fruto ainda. 3Vós já estais limpos por causa da palavra que eu vos falei. 4Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto, se não permanecerdes em mim.
5Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permanece em mim e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. 6Quem não permanecer em mim, será lançado fora como um ramo e secará. Tais ramos são recolhidos, lançados no fogo e queimados. 7Se permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vos será dado. 8Nisto meu Pai é glorificado: que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
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A Verdadeira Videira




Bom dia, amados irmãos!

Hoje, o Senhor nos convida a refletir sobre a Verdadeira Videira e os seus ramos...

No Antigo Testamento, os israelitas pensavam que eles eram a videira, ou seja, a árvore boa; e os seus descendentes seriam também parte dessa videira, gerando bons frutos. Mas Jesus, nesta passagem do Evangelho, nos ensina que Ele é a verdadeira videira e os seus ramos somos nós, independente da nossa cor, do nosso sexo, da nossa idade...

É profunda essa reflexão: Jesus é a árvore em excelência, e nós somos seus ramos, ou seja, fazemos parte dessa árvore (Jesus), somos dependentes e não existimos sem ela; formamos com Jesus um só corpo. Um galho fora da árvore não consegue ter vida, é seco. Portanto, todos os ramos devem estar ligados em comunhão com a àrvore para que tenham vida e produzam frutos.

Esse é o grande mistério da nossa Igreja: a comunhão das pessoas com Jesus. E Ele nos diz: "Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto, se não permanecerdes em mim."

Portanto, nós, os ramos, devemos procurar a constante e eterna comunhão com Jesus, para que produzamos bons frutos. Porque sem Jesus nada podemos fazer, somos completamente secos de coração e de alma!

E hoje somos convidados a refletir sobre a nossa postura de ramos, pessoas que formam um só corpo com Jesus. Será que temos produzido bons frutos, todos os dias? Será que temos buscado a comunhão diária com Jesus para termos vitalidade ou temos estado secos e sem vida?

Será que você, ramo, tem sido sinal da presença de Jesus, gerando frutos deliciosos, trazendo vida à sua casa e ajudando os outros ramos a se alimentarem do amor de Deus?

Que o Senhor nos dê a graça de refletir sobre isso não somente hoje, mas em todos os nossos dias, a cada manhã, para que possamos estar sempre mais cheios de amor em nossas palavras e atitudes...




Anaíle Flores de Paula
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Fotos do IV Olaria - Parte II

 

Olá, pessoal!

Conforme prometido, aqui vão mais fotos do IV Olaria. Não sei o porquê, mas o servidor só permitiu postarmos mais 85 fotos (eu tinha prometido mais 100 no facebook e no twitter). Vou tentar descobrir a razão e, amanhã à tarde, eu posto mais fotos... ok?


Deus abençoe todos vocês
(saudade demais!)


Márcio Gomes Pacheco
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E as canções feitas por Irmãos de outras Igrejas? Podem ou Não Podem ser tocadas?





E as canções feitas por Irmãos de outras Igrejas?

Nós, católicos, podemos cantar músicas de compositores/cantores de outras igrejas em nossos momentos de oração?

De fato, muito embora esta seja uma dúvida antiga e quase sempre mencionada nos encontros de artistas promovidos pela RCC no Brasil, agora a questão tem sido bem mais comentada, por causa de alguns artigos publicados na Internet ou palestras proferidas para músicos em vários encontros e até na TV. Naquelas ocasiões, alguns irmãos bastante conhecidos, nomes importantes de nossa música católica, têm se pronunciado contra o uso de tais canções em nosso meio.

Ao que parece, esse assunto tem sido “a grande polêmica do momento” e é natural que em casos assim precisemos de uma resposta mais clara e objetiva, uma vez que isso mexe diretamente com a seleção de repertório de milhares de ministérios, grupos, bandas, grupos de dança e teatro (que coreografam as canções) por todo o território brasileiro.

Assim, não apenas como Coordenador Nacional dos Ministérios de Arte da RCC, mas também como estudioso do assunto “Música Sacra”, seja pelo interesse “pastoral”, seja por força de minha atividade profissional (uma vez que sou professor de “Canto Gregoriano” em um Seminário Propedêutico, regente-titular do Coral da Catedral da Arquidiocese de Teresina, professor de “História da Música Sacra” em uma Faculdade de Filosofia e de “Música Litúrgica Católica” em uma Faculdade de Teologia) e, ainda, como ministro de música de meu Grupo de Oração, proponho-me a apreciar alguns pontos importantes para nossa reflexão, não num esforço por simplesmente “responder às declarações já citadas”, mas a fim de que possamos crescer juntos em maturidade humana e espiritual também nesse quesito de nossa prática musical religiosa e de nossa missão profética na RCC e na Igreja.

Por outro lado, também não é a intenção apenas expressar aqui uma opinião (a minha ou a de outrem), uma vez que a nossa Igreja possui posicionamentos bastante claros, também sobre Arte, em seu Magistério, isto é, em sua formação doutrinário-espiritual oficial. Como poderemos ver durante esse trabalho, temos uma boa quantidade de cartas, encíclicas, homilias do Santo Padre voltadas para os artistas e mesmo um capítulo inteiro da “Sacrosanctum Concillium” (a Constituição Apostólica resultante do Concílio Vaticano II) especialmente dedicado à Música Sacra. O Catecismo da Igreja Católica igualmente dedica algumas poucas, mas decisivas palavras à Arte Sacra (CIC n. 2500ss).Também a CNBB tem se pronunciado sobre o uso da Música, principalmente durante o culto (música ritual). Por fim, a própria RCC do mesmo modo tem todo um caminhar de mais de 30 anos no Brasil, experiência tantas vezes transformada em formação escrita e oral e que não pode ser desconsiderada em uma discussão dessa magnitude.

Todos os documentos, cartas, livros e pronunciamentos utilizados como base para este artigo estarão enumerados em nossa Bibliografia, a qual peço que analisem com cuidado.

PARA COMEÇO DE CONVERSA...

Já de início gostaria de declarar que a Coordenação Nacional dos Ministérios de Arte na RCC tem razões sérias e suficientemente embasadas para afirmar que, em princípio, não há problema algum em tocarmos músicas evangélicas em nossos momentos de oração, shows, eventos e até missas, desde que tenhamos duas coisas muito bem definidas em nossa mente e em nosso coração:

1. O que diz exatamente a música que estamos cantando (análise do texto);

2. Por que escolhi esta determinada música (foi de fato uma moção do Espírito?).

Com base nesses dois critérios, podemos tranqüilamente delinear o nosso discernimento.

Obviamente também havemos de lembrar que, não somente em relação ao repertório, mas em todos os aspectos de nossa vida cristã, o equilíbrio é sempre um fator de especial importância. Ter seu repertório praticamente todo composto de canções de determinado(s) compositor(es) evangélico(s) é, sem dúvidas, um exagero, algo desequilibrado. Entrementes, cantar somente músicas do compositor católico “x” ou “y”, igualmente seria cair no mesmo erro do desequilíbrio.

Tudo bem, já estamos começando a entrar no assunto, e logo vou tentar dar algumas pistas de como levar a cabo aqueles dois princípios de discernimento que enumerei mais acima. Porém, antes disso, deixem-me fazer duas outras considerações iniciais que são simplesmente indispensáveis para nossa reflexão.

Mãos à obra!

O VENTO SOPRA ONDE QUER!

Começamos nosso caminho lembrando que o Espírito Santo é Criador, Vivificador, e Santificador de todo o Universo[1] e, portanto, não restringe sua ação somente ao âmbito da Igreja Católica Apostólica Romana.

Claro que não vou adentrar aqui no campo do “Estudo das Religiões”, mas é preciso que todo bom servo de Deus entenda que seria uma visão extremamente minimalista acreditar, por exemplo, que o Espírito só inspira suas canções aos compositores católicos. Todo coração aberto a Deus pode ser um campo de ação do Espírito[2], assim nos ensina o Magistério da Igreja e disso não há dúvidas!

Ora, foi o próprio Papa João Paulo II que escreveu em sua “Carta aos Artistas”, de abril de 1999:

“Toda a autêntica inspiração, porém, encerra em si qualquer frémito daquele « sopro » com que o Espírito Criador permeava, já desde o início, a obra da criação.”[3]

Isso nos lembra algo que é óbvio: o Espírito Santo é livre para fazer o que quiser e em quem quiser![4]

Outrossim, se esse mesmo Espírito decide inspirar uma determinada canção a um irmão de outra Igreja, por que, então, nós haveríamos de adotar o simplório critério da “denominação religiosa do compositor” para definir nosso repertório? Não seria primário demais assumirmos como verdade absoluta a premissa de que “a música feita por um compositor católico é boa e a música feita por um evangélico não serve para nós”? Ou estaríamos adotando “critérios mais rígidos” que o do Espírito Santo?

Sobre essa questão da “denominação religiosa” é muito interessante uma declaração do Documento Pontifício “Novo Millennio Ineunte” na qual o Santo Padre nos diz que:

“Enquanto Corpo de Cristo, na unidade realizada pelo dom do Espírito, a Igreja é indivisível. A realidade da divisão forma-se no terreno da história, nas relações entre os filhos da Igreja, em conseqüência da fragilidade humana para acolher o dom que continuamente dimana de Cristo-Cabeça para o seu Corpo místico.”[5]

Um critério tão limitado decididamente não é firme o suficiente a ponto de o adotarmos como paradigma em relação a uma missão de abrangência tão extensa e importante quanto o ato de ministrar a presença de Deus através da música.

Até considero natural que, na ânsia por fazer as coisas da maneira mais correta, alguns de nós simplesmente gostariam de ter um “manual do que pode e do que não pode”, mas não é assim que as coisas funcionam no Reino de Deus! Na verdade, se quisermos mesmo aprender a escolher a música certa para cada momento, vamos ter que usar um pouquinho mais a nossa inteligência e a nossa oração, pois a razão e a fé são os nossos instrumentos de discernimento por excelência.[6]

UM POUCO DE HISTÓRIA DA MÚSICA NA IGREJA E NA RCC

A Igreja sempre teve o cuidado de orientar seus músicos, sejam eles cantores, instrumentistas ou compositores. A primeira grande organização musical no Ocidente foi desencadeada pelo Papa Gregório Magno, em fins do século VI, quando foram enumeradas algumas características básicas que determinariam se uma música condizia ou não com aquilo que a Igreja necessitava. Essas características acabaram delineando um tipo de música inicialmente batizado de Cantus Planus, mais tarde conhecido mundialmente como Canto Gregoriano, em homenagem àquele Papa.

Talvez você não saiba, mas o Canto Gregoriano ainda hoje é considerado o canto oficial da Igreja Católica[7]. Quase por impulso, eu até me sinto motivado a fazer uma ligeira preleção sobre o que a música sacra (católica e evangélica) poderia aprender com o Canto Oficial da Igreja, talvez utilizando como ponto de partida o fato de que os compositores dos cantos gregorianos autênticos raramente assinavam suas músicas, pois sabiam que não poderiam levar o mérito de uma obra genuinamente do Espírito. Isso talvez provocasse em nós uma série de ponderações sobre coisas como, por exemplo, a questão da fama no Reino de Deus, ou mesmo do dinheiro dos direitos autorais que alguns têm recebido em tão grande quantidade!

Mas esse tema vai ficar para outra oportunidade... Afinal de contas, não é sobre isso que estamos conversando agora. Eu apenas lembrei de citar aquela primeira organização do canto sacro para dizer que nem na Reforma Litúrgica Gregoriana e nem em qualquer outro momento da Historia da Música Sacra, a Igreja jamais adotou o “nome ou a origem do compositor” como critério essencial para escolha de repertório.

Mesmo na época do Renascimento, quando alguns compositores começaram a desobedecer aos cânones litúrgicos, e outros passaram para as recém-fundadas Igrejas Protestantes, mesmo nesses momentos, a Igreja só desautorizou o uso de alguma música se o conteúdo dela fosse contra a Doutrina Católica ou simplesmente inadequado ao momento litúrgico.

Só a título de informação, Bach, compositor de “Jesus Alegria dos Homens” e até de uma melodia posteriormente utilizada para a “Ave Maria”, era luterano... E Haendell, autor do mais famoso “Aleluia” de todos os tempos, era anglicano[8]. Eles viveram numa época em que a rixa entre católicos e protestantes chegava a desencadear verdadeiras guerras, e, ainda assim, suas boas músicas continuaram a ser utilizadas através dos séculos, inclusive em solenidades na presença do próprio Papa.

Da mesma forma, em relação aos escritos oficiais[9] da Igreja Católica voltados para os artistas, tais como a já citada “Carta aos Artistas”, os documentos e cartas do Pontifício Conselho para a Cultura, as orientações sobre Música nos Documentos sobre Liturgia da Sagrada Congregação para o Culto Divino, ou mesmo as homilias do Santo Padre no Jubileu dos Artistas e Jubileu do Mundo dos Espetáculos e, ainda, o seu quirógrafo sobre a Música Sacra publicado há exatamente um ano, no dia 22 de novembro de 2003... Nenhum desses escritos impõem restrições a composições de outras Igrejas desde que não agridam nossa fé!

A Igreja do Brasil também tem se preocupado em orientar seus músicos, mormente no que diz respeito à Música Litúrgica, onde novamente somos convocados a proceder com discernimento.[10] Vale a pena conferir, estudar e começar a pôr em prática as orientações que a CNBB nos fornece (veja as referências na Bibliografia).

E na RCC? Como tem sido a evolução da música em nosso Movimento?

Creio que a maioria dos músicos ligados à Renovação Carismática já tem consciência do fato de que a RCC em seu início foi mesmo profundamente influenciada e, em alguns momentos, até auxiliada por alguns irmãos de outras Igrejas Cristãs sérias.

O famoso livro “A Cruz e o Punhal”[11], que exerceu papel importante no episódio conhecido como “o fim-de-semana de Duquesne”[12] (quando apareceu o “primeiro grupo de oração oficial da RCC”) foi escrito pelo Pastor David Wilkerson, que por sinal, pregou em um dos 1ºs Congressos da RCC nos Estados Unidos e esteve aqui no Brasil a convite da Igreja Batista. Outro exemplo: o Padre Tomas Forrest, importante liderança internacional da RCC no início do Movimento, teve sua experiência do Batismo no Espírito Santo num retiro da Renovação Carismática Católica dos EUA pregado por dois padres, uma freira e dois evangélicos Metodistas.[13]

Também no campo da música recebemos essas contribuições, no início principalmente através de grupos musicais como Vencedores por Cristo, Koinonia, Rebanhão e outros mais, com melodias como “Buscai primeiro o Reino de Deus” e “Glorificarei teu nome, oh Deus”[14]... Isso mesmo, aquelas que ainda hoje utilizamos na Missa (Aclamação e Santo)! Há muitas outras, igualmente utilizadas ao longo dos anos por praticamente todos nós: “Pelo Senhor marchamos sim...”, “A alegria está no coração...”, “Posso pisar uma tropa...”, “Eu navegarei...”, “Espírito (...) vem controlar todo o meu ser...”, “Espírito, enche a minha vida, enche-me com teu poder...”, “Assim como a corsa...”, “Deus enviou seu filho amado...”, “Se as águas do mar da vida...”, “Eu sou feliz por que meu Cristo quer...”. Temos ainda exemplos mais recentes, como “Levanta-te, levanta-te Senhor... Fujam diante de ti teus inimigos”, “Venho Senhor minha vida oferecer...”, ou aquelas que ganharam grande projeção em nosso meio através dos Padres Marcelo Rossi e Zeca, “Meu pensamento vive em você...”, “Se acontecer um barulho perto de você...”, “Celebrai a Cristo, celebrai...”.

Só estou citando as mais conhecidas, mas acredite, a lista é imensa!

O que estou querendo mostrar nesse momento é que o uso de composições evangélicas na RCC não é apenas um fenômeno de nossos dias. Na verdade esta é uma prática que faz parte da história de nosso Movimento e não há nada de errado com isso, desde que (repito) tenhamos sempre a responsabilidade de “filtrar”, de acordo com nossa Doutrina Católica, aquilo que escolhemos para cantar.

DISCERNIMENTO NATURAL: ANALISANDO AS LETRAS DO QUE CANTAMOS

Não há dúvidas de que é necessário que todos os artistas católicos tenham condições de analisar aquilo que cantam, dançam ou representam, afinal, não dá mesmo para simplesmente pegar “a música da moda” e aplicar descuidadamente em nossa missão. A própria CNBB nos chama a atenção sobre isso[15] e também o Papa João Paulo II, no quirógrafo já citado, quando diz:

“ ...por diversas vezes (...) sublinhei a necessidade de purificar o culto de dispersões de estilos, formas descuidadas de expressão, músicas e textos descurados e pouco conformes com a grandeza do ato que se celebra...”[16]

Quando tratamos de canções feitas por irmãos de outras Igrejas a atenção deve estar voltada mesmo à relação do texto da música com os ensinamentos da Doutrina Católica, isto é, verificar se a canção não fere aquilo que nossa Igreja tem ensinado aos seus fiéis ao longo dos séculos.

Para falar a verdade, é muito bom que sejamos, de certa forma, obrigados a fazer esse tipo de análise, pois assim percebemos a importância de se ter cada vez mais formação sólida na Palavra de Deus e no Magistério de nossa Mãe Igreja. O artista que não busca esse aprofundamento com certeza terá problemas para saber o que é correto ou errado na letra de uma música.

Assim, não há receitas prontinhas a seguir. O caminho é o do zelo às coisas do Senhor, zelo que nos fará mergulhar cada vez mais em suas Verdades, numa dedicação sempre maior às coisas de Seu interesse.

Isso tudo nos leva a constatar também que não é somente com as músicas de compositores evangélicos que precisamos ter cuidado. Também muitos dos cantos compostos pelos “nossos” trazem freqüentemente erros teológicos, litúrgicos ou pastorais, advindos da falta de formação ou da formação superficial de alguns de nossos compositores.

O fato é que não é somente sobre Música (tecnicamente ou mesmo religiosamente falando) que devemos saber, mas também sobre os temas que abordamos em nossa música. Se nossos compositores não se aprofundarem mais sobre o que a Igreja pensa a respeito de “adoração”, “louvor”, “animação”, “Maria”, etc, nossas letras correm o risco de ser apenas um amontoado de “água-com-açúcar que está rimando”.

Quanto a isso é muito interessante citar também que a Igreja nos deu a síntese de sua formação oficial no Catecismo da Igreja Católica, tão facilmente encontrado nas livrarias católicas de todo o Brasil; isso sem falar em toda a maravilhosa formação que está disponível gratuitamente no site do Vaticano[17], e mais os diversos livros de autores especializados que são lançados constantemente nessa área de Doutrina Católica pelas várias editoras de nosso país.

A própria Renovação Carismática tem elaborado formação substancial para os Ministérios de Arte (Dança, Teatro, Música e Artes Visuais) justamente a fim de fornecer subsídios suficientes aos nossos artistas.[18]

Claro, quando não temos ainda formação o suficiente para fazer uma análise mais apurada de textos dos cantos que chegam a nós, nada nos impede de ir a alguma liderança mais experiente, ou mesmo a um teólogo, a um padre e pedir que nos ajude em tal missão. Isso também deve ser feito em relação às nossas composições!

O importante, no que se refere à análise da letra, é que sempre entendamos o que estamos cantando e que tenhamos certeza de que não contradiz nossa fé em nenhum mínimo detalhe.

DISCERNIMENTO ESPIRITUAL: A MÚSICA CERTA NA HORA CERTA

Agora algo crucial em nosso caminho: é necessário que entendamos de uma vez por todas que o nosso repertório deve ser escolhido pelo próprio Espírito Santo, isto é, só acertaremos de verdade o alvo se utilizarmos o dom do Discernimento. É uma questão espiritual, nada menos! Se vamos utilizar uma determinada música para fins espirituais, isto é, para a oração, então é o próprio Deus quem define o que cantaremos.

Somente ser bonita não adianta... Somente ter a letra certa não adianta... Somente estar de acordo com o momento não adianta... Somente ter funcionado na semana passada não adianta... A escolha da música certa para cada momento de oração deve partir de um discernimento espiritual, isto é, devemos orar e escutar a vontade de Deus ao selecionarmos o nosso repertório.

Aqui vale lembrar que o mais importante na nossa missão é que as pessoas experimentem a Deus através daquilo que cantamos, nas palavras da CNBB, que “elas tenham um encontro pessoal com Jesus”[19]; por isso mesmo essa escolha é mais uma questão entre “Deus e o povo que está rezando” do que simplesmente “a música que eu gostaria de cantar”, ou “a música que está na moda no momento”.

Nesse ponto chegamos à conclusão que o discernimento espiritual nos leva a questionar o por quê de se cantar cada uma das músicas que escolhemos!

Se você, em um momento de oração, canta uma determinada música apenas porque “é o carro-chefe de seu novo CD”, por mais católica que ela seja, você pode estar cometendo um grande erro. Da mesma forma, se você escolhe uma canção do grupo “Diante do Trono” só porque agora é moda cantar isso, por mais bela que a música seja, você pode estar cometendo uma falha grave! Por outro lado ou essa ou aquela pode funcionar perfeitamente, se assim for a moção do Espírito Santo!

Vemos, então, que o fator mais importante é nada menos que a Vontade de Deus! E, falando sinceramente, se o Espírito Santo me move a cantar determinada música em algum momento de oração, eu, pelo menos, não estou disposto a perguntar a Ele primeiro quem “detém os direitos autorais”?

Assim, o caminho para o discernimento espiritual passa obrigatoriamente por prostrar o coração em oração antes de cada música (até das animadas) e aprender a “detectar” a Vontade de Deus para cada situação. Isso só vem com a prática e começa com uma perguntinha simples, porém profunda o suficiente para nos levar a rezar por uns tempos: “Por que estou escolhendo esta música agora?”.

A POSTURA DOS EVANGÉLICOS E A NOSSA RESPOSTA

Um outro argumento que tem sido utilizado pelos que são contra o uso de repertório não-católico se baseia no comportamento dos compositores e cantores de outras igrejas.

Entre outros casos, fala-se que Aline Barros, uma das mais famosas cantoras gospel do Brasil, teria declarado na televisão que fica triste por ter suas canções utilizadas para a adoração da Eucaristia (que ela teria chamado de “pedacinho de trigo misturado com água”). Já uma vocalista do grupo “Diante do Trono” teria afirmado em um show que os feriados religiosos do Brasil são “feriados de prostituição”.

(OBS.: Não consegui nenhuma prova documental dessas palavras).

Bem, se esses irmãos, de fato,[20] fizeram afirmações tão maldosas e ofensivas à nossa Fé Católica, é lógico que estão profundamente enganados, não somente no aspecto doutrinário das questões, mas também pela “ofensa gratuita” à nossa amada Igreja Católica, já que nós não andamos por aí desfazendo da religião deles. Sem dúvidas, todos nós, que buscamos ser bons católicos, fiéis aos preceitos da Igreja de Cristo, discordamos e até reprovamos palavras tão perniciosas e irresponsáveis, até mesmo porque foram pronunciadas em público!

Entretanto note que há uma diferença entre reprovar o comportamento de um irmão e negar a ação de Deus através daquele mesmo irmão.

Esse é mais um aspecto curioso da ação de Deus em nós... Ele não se limita aos nossos acertos, Ele age apesar de nós! É assim a Graça Divina, ela simplesmente não espera que a mereçamos, que sejamos bons o suficiente.

Citando um exemplo bem prático:

Por causa da Coordenação Nacional, eu sou levado a viajar por todo o Brasil em quase todos os fins de semana do ano, seja para encontros com artistas, seja para retiros ou reuniões com lideranças. Vocês não são capazes de imaginar o número de reclamações que recebo, vindas de coordenadores estaduais e diocesanos, coordenadores de comunidades, padres e até de bispos a respeito do comportamento de cantores e cantoras que cantam na espiritualidade carismática[21], mas que falam absurdos em seus shows, são ignorantes e ultra-exigentes com os irmãos que os estão acolhendo e acabam muitas vezes assumindo uma postura tão vaidosa, orgulhosa e até mercantilista quanto os chamados “cantores do mundo”. Quantas notícias de escândalos tenho ouvido por aí, quantas terríveis feridas deixadas após lindos shows de evangelização, quantos contra-testemunhos após pregações tão ungidas!

É claro que não concordo com nada disso... Claro que esses irmãos que ainda se comportam assim têm que mudar seu proceder, têm que “baixar a crista”, deixar que a conversão seja mais profunda, entender que no Reino de Deus a postura adequada aos missionários seria justamente cantar o que vivemos e viver o que cantamos! Porém, eu não posso negar a unção que permeia suas músicas, não posso deixar de acreditar que Deus age através deles, apesar deles, isso porquê toda Graça é dom de Deus e não da pessoa!

Entende o que quero dizer?

O profeta não é maior do que a Profecia[22]... a autoridade da Profecia vem do próprio Deus e não do comportamento do “canal” que Deus usou! É o Mistério da Misericórdia de Deus, que muitas vezes inspira suas canções a um compositor por causa do povo que está precisando e não propriamente por causa do irmão que compõe ou canta.

A postura do irmão é lá uma outra coisa, da qual ele próprio é que vai ter de prestar contas com Deus, pessoalmente.

Está percebendo porque mesmo se o irmão de outra Igreja é mal-educado, “desaforado” ou até ofensivo e agressivo, mesmo assim não posso me basear só na postura dele quando vou escolher uma música?

Alguém pode até dizer: “mas por causa do que ele falou eu vou parar de cantar qualquer coisa que venha dele”. Tudo bem, eu também não cantaria nada que viesse “dele”, mas pergunto: e se vier do Espírito Santo?

O mesmo se refere à afirmação de que “eles nunca tocam nossas músicas, então vamos vetar as deles também”. Esse critério, se analisado a fundo, revela na verdade uma postura muito “mundana”, se me permitem falar com franqueza. Querido(a), nós não estamos mais na era do “Código de Hamurábi”[23], onde valia o “olho por olho e dente por dente”. Nós fomos convocados a fazer acontecer a Era do Amor, inaugurada pelo próprio Deus, que nos ensinou a dar a outra face, que perdoou seus algozes e morreu para pagar por crimes que não cometeu.

Assim, meus irmãos, humanamente seríamos tentados a revidar com o “revanchismo” que nos aflora à pele todas as vezes que alguém nos destrata... Mas a Obra espiritual precisa de uma Visão espiritual, não podemos esquecer disso! Não nos importa, na verdade, se eles fazem ou não o que deveriam, importa que nós façamos o que é correto, nossa esperança é que, com o tempo, nosso testemunho de Unidade mesmo quando ofendidos ou humilhados, venha a sensibilizar o coração daqueles nossos irmãos.

Ademais, ainda sobre a postura dos evangélicos em relação a nós, é preciso dizer que nem todos são tão intransigentes e intolerantes assim. Muitos têm se esforçado por caminhar junto com a gente, e na música mesmo temos tido parcerias muito frutíferas com compositores, arranjadores, cantores e instrumentistas. A maioria dos CDs católicos que fazem sucesso atualmente têm a contribuição de um ou outro artista não-católico e isso tem sido muito bom!

Encerro essa parte com uma breve citação do Estudo n. 21 da CNBB, Guia Ecumênico, que dedica um capítulo à Música Sacra, onde lemos:

“A Música Sacra é lugar privilegiado para a colaboração ecumênica”.

ANALISANDO NOSSA POSTURA ENQUANTO MÚSICOS DE DEUS

No fundo, no fundo, não estamos na realidade tratando de “música evangélica”, mas buscando uma visão mais profunda a respeito das coisas que movem os nossos corações e as nossas ações. É por isso que nesta última parte de nossa conversa gostaria de propor que refletíssemos também um pouco mais sobre os nossos conceitos e nossas posturas. Vou mais longe: gostaria de provocar uma reflexão sobre os nossos porquês!

Todo servo que busca aprofundar-se no relacionamento com Deus e com Sua Obra vai perceber, mais cedo ou mais tarde, que os porquês do nosso coração fazem muita diferença para nosso Senhor. Ele não nos quer apenas como “escravos ignorantes”, “funcionários” do Reino, ele nos quer como amigos, que compreendem passo-a-passo as peculiaridades do Caminho do Pai e que também deixam que o Pai compreenda as razões mais secretas de nosso coração. Até já vi alguns servos de Deus dizerem que não nos importa o “porquê”, mas sim o “para quê”... Mas também já vi o próprio Deus dizer que “... vos dei a conhecer tudo o quanto ouvi de meu Pai”.[24]

Após essa análise um pouco mais detalhada da opinião da Igreja e mesmo do bom senso cristão, francamente, que outras razões teríamos para “baixar um decreto” proibindo esse ou aquele repertório em nosso meio? Em que exatamente essas outras razões se fundamentariam?

A lei do Amor e da Vontade de Deus também não deixaria espaço para o “bairrismo” caracterizado pela tentação de afirmar “a gente deveria valorizar mais a música católica e deixar que eles se virem lá para valorizar as músicas deles”. Essa visão superficial simplesmente esquece que a música é um ministério, e, sendo assim, não está presa a questões como “ser ou não ser valorizado. Para um verdadeiro ministro de Deus só importa uma coisa: fazer a Vontade do Pai.

Espero que você perceba também que a Coordenação do Ministério das Artes da RCC não está “fazendo apologia” ou defendendo a “primazia” da música dos evangélicos sobre a nossa... Estou apenas lembrando que o Espírito Santo é livre para fazer o que quiser, e ninguém pode querer enquadrá-lo nas regras mais convenientes à sua situação. Foi justamente esse o erro dos fariseus dos tempos de Jesus!

Preste atenção: esta não é simplesmente uma discussão a respeito “daquilo que é nosso e daquilo que é dos outros”, a questão aqui é priorizar aquilo que é de Deus!

O risco de termos uma opinião puramente “achista” é que através dele acabamos chegando no iluminismo religioso, um caminho extremamente traiçoeiro, pois sempre leva, sem exceções, ao egocentrismo suicida. Começa-se dizendo que não pode música popular, só cristã... Depois diz que não pode evangélica, só católica... Depois que não pode músicas das CEBs, só da RCC... Depois que não pode de outros grupos, só do nosso!

É um perigo... E ronda nossos ministérios constantemente, furiosamente. Portanto precisamos estar atentos, principalmente se somos “formadores de opinião”, não podemos simplesmente “falar tudo o que nos vem à cabeça”, sem antes pôr à prova nossas teorias, através da fé e da razão.

Aqui cabe lembrar um alerta do Papa João Paulo II quando falou àqueles que estão constantemente “sob os holofotes”, isto é, aos que já têm um “nome” estabelecido e acabam sendo referência para outros cristãos:

“Sobretudo aqueles que, dentre vós, são mais conhecidos do público, devem estar constantemente conscientes da sua responsabilidade. As pessoas olham para vós, caros amigos, com interesse e simpatia. Sede sempre para elas modelos positivos e coerentes, capazes de infundir confiança, otimismo e esperança.”[25]

POR FIM...

Também é verdade que todos nós só teríamos a ganhar se conhecêssemos um pouco mais a riqueza dos inúmeros ministérios maravilhosos que temos na RCC e em outros braços da Igreja Católica. Recentemente toquei em um show ao lado do Trio Ir ao Povo, que canta músicas da Teologia da Libertação, e foi uma oportunidade de grande crescimento humano e espiritual para mim. Também outros ministérios da RCC que tenho conhecido por todo o Brasil... Boa Nova e Santa Clara (PE), Raio de Luz (PR), CEFAS e Kirios (RJ), Projeto Rosário, Ângelus e Nova Face (SP), Hava (RS), Javé Nessi (GO), Ciros e Água Viva (ES), Irmãs Agostinianas (MS), Triunfo Imaculado (MG), Lucas (Sorocaba), Antônio Filho (PI), Cícero de Jesus (TO) e vários outros dos quais, possivelmente, muitos de nós talvez nunca tenhamos nem ouvido falar, mas que são servos de Deus atuando constantemente em nosso Movimento. Também dessas fontes desconhecidas da música católica precisamos aprender a beber!

Ufa... No final das contas, a verdadeira finalidade desse breve artigo é ser material de informação e formação para os artistas católicos espalhados pelo Brasil, especialmente aqueles que lutam, como eu mesmo, no dia-a-dia do grupo de oração paroquial.

Para escrevê-lo consultei lideranças de mais de dez Estados do Brasil, escutando sempre com carinho tanto um lado quanto o outro da questão... Depois empreendi a pesquisa documental separadamente e, por fim, construí os argumentos, entremeando com os exemplos e citações.

Concordando ou não, uma coisa, porém, é certa, após ler este artigo você pelo menos colheu uma série de dados e posicionamentos da Igreja que, com certeza, serão úteis em sua caminhada.

Claro que nada impede que alguém simplesmente diga “não toco música evangélica e pronto”. Em princípio, até Deus respeita sua liberdade, porque alguém mais poderia não respeitá-la? Entretanto, é bom que todos nós saibamos que essa escolha não quer dizer que você está “defendendo sua fé” ou “sendo mais autêntico” que os outros... É uma opção sua, importante enquanto expressão de seu pensamento, porém nada mais que uma opção. Pensar o contrário seria querer afirmar, inclusive, que o próprio Magistério da Igreja também não está “tendo coragem de defender a fé”, um absurdo, portanto.

Peço, finalmente, que todos os artistas do Brasil orem por mim, que ainda devo permanecer na Coordenação dessa Obra por mais um tempo, a fim de que Deus possa sempre reinar apesar de minhas fraquezas e misérias e eu possa ser cada vez mais um servo mais disponível para cada um de vocês... ao mesmo tempo, coloco-me à disposição para eventuais esclarecimentos através do e mail davi@rccbrasil.org.br.

E que todos os nossos esforços sejam despendidos rumo à Vontade de Deus. Amém!



João Valter Ferreira Filho
Coordenador Nacional dos Ministérios de Arte
RCC Brasil

Teresina, 22 de novembro de 2004
Festa de Santa Cecília



Bibliografia das obras consultadas

1. ASJ. Livro de cantos “louvemos o Senhor”. Valinhos: ASJ, 2004. (compre AQUI)
2. BÍBLIA de Jerusalém. São Paulo: Paulus, 2000.
3. BÍBLIA Sagrada Ave Maria. São Paulo: Ave Maria, 1991.
4. CATECISMO da Igreja Católica.2 ed. Petrópolis: Vozes, 1993.
5. CNBB. Documento 43: A Animação da Vida Liutúrgica no Brasil. 14 ed. São Paulo: Paulinas, 2000.
6. CNBB. Documento 53: Orientações Pastorais sobre a Renovação Carismática Católica. São Paulo: Paulinas, 1994.
7. CNBB. Estudo 12. Estudo sobre os cantos da missa. 2 ed. São Paulo: Paulinas, 1978.
8. CNBB. Estudo 21: Guia ecumênico. São Paulo: Paulinas, 1979.
9. CNBB. Estudo 79: A música litúrgica no Brasil. São Paulo: Paulus, 1999. (compre AQUI)
10. CNBB. Por um novo impulso à vida litúrgica. São Paulo: Paulinas, 1988.
11. CONSTITUIÇÃO Apostólica Sacrosanctum Concilium. 2 ed. Petrópolis: Vozes, 1989.
12. CONSTITUIÇÃO Dogmática Lúmen Gentium. In: www.vatican.va
13. FORREST, Tomas. Água Viva. São Paulo: Loyola, 1991.
14. FERREIRA FILHO, João Valter. Uma Breve História da Música Sacra Ocidental. In: Teófilo, revista de Teologia e Filosofia. n. 03 e 04, s/ed, 2000 e 2001.
15. JOÃO PAULO II, Papa. Carta aos Artistas. São Paulo: Paulus, 1999.
16. JOÃO PAULO II, Papa. Carta Encíclica “Fides et Ratio”.In: www.vatican.va
17. JOÃO PAULO II, Papa. Carta Encíclica “Novo Millenio Ineunte”.In: www.vatican.va
18. JOÃO PAULO II, Papa. Carta Encíclica “Ut Unun Sint”.In: www.vatican.va
19. JOÃO PAULO II, Papa. Homilia por ocasião do Jubileu do Mundo do Espetáculo. www.vatican.va
20. JOÃO PAULO II, Papa. Homilia por ocasião do Jubileu dos Artistas. In: www.vatican.va
21. JOÃO PAULO II, Papa. Quirógrafo por ocasião do centenário do Motu Próprio “Tra le sollecitudini”. In: L’Oservatore Romano, 13/12/2003.
22. JOÃO PAULO II, Papa. Três discursos sobre a Cultura. Petrópolis: Vozes, 1982.
23. MARTINS, Cardeal. Reflexões para a semana de Unidade entre os cristãos.In: www.vatican.va
24. RCC. Apostila 01, Módulo Básico: A identidade da Renovação Carismática Católica. São Paulo: Ave Maria, 2001.
25. SAGRADA CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO. Documento Pontifício sobre Concertos nas Igrejas. Petrópolis: Vozes, 1989.
26. SECRETARIADO PARA OS NÃO-CRENTES. Documento Pontifício “Diálogo com os não crentes”. Petrópolis: Vozes, 1969.
27. WILKERSON, David. A Cruz e o Punhal.14 ed. Belo Horizonte: Betânia, 1983.

Bibliografia suplementar (sugestões de leitura)

1. ALMEIDA, João Carlos de. Cantar em espírito e em verdade. São Paulo: Loyola, 2000.
2. BECKHÄUSER, Alberto. Cantar a Liturgia. Petrópolis: Vozes 2004
3. FONSECA, Joaquim. O canto novo da Nação do Divino. São Paulo: Paulinas, 2000.
4. ISSA, Eduardo e QUEIROZ, Rosanildo. O músico e a arte de servir a Deus. Cachoeira Paulista: Canção Nova, 2002. (compre AQUI)

Livros oficiais da RCC

1. CD + Revista “Músicas para Grupos de Oração”.
2. FERREIRA FILHO, João Valter. Perguntas e respostas sobre ministérios de música. Coleção RCC Responde. Sorocaba: Anunciação, 2002.
3. FERREIRA FILHO, João Valter. Socorro, sou um Coordenador. Coleção RCC Novo Milênio. Aparecida: Santuário, 2002. (compre AQUI)
4. FRUGERIO, Anselmo. Teatro Sagrado. Coleção RCC Novo Milênio. Aparecida: Santuário, 2003. (compre AQUI)
5. GOMES, Luciana e NISHIOKA, Graziele. Porque Dançar? Coleção RCC Novo Milênio. Aparecida: Santuário, 2003. (compre AQUI)
6. MENGHI, Renato Davi, o Mestre dos Músicos. Coleção RCC Novo Milênio. Aparecida: Santuário, 2002. (compre AQUI)
7. ROCHA, Douglas, TANNUS, Neusa, ISSA, Eduardo, QUEIROZ, Rosanildo e FERREIRA FILHO, João Valter. Revolucione seu ministério de música em 14 semanas. Coleção RCC Novo Milênio. Aparecida: Santuário, 2004. (compre AQUI)


[1] CIC. n. 292 e n. 781
[2] Esta é uma das principais tônicas do Documento Pontifício “Ut Unum Sint” (Para que sejam um).
[3] Carta aos Artistas, n. 15
[4] Cf. Jo. 3,8
[5] Novo Millennio Ineunte, 48
[6] cf.“Fides et Ratio”
[7] Constituição Apostólica Sacrosanctum Concillium, n. 116
[8] Não se preocupe, também temos os “nossos” grandes nomes da Música Clássica, Vivaldi (aquele das “Quatro Estações”) era padre!
[9] Veja referência bibliográfica no final do artigo.
[10] Veja Estudo 79 da CNBB. A música litúrgica no Brasil. n. 184
[11] Veja referência bibliográfica no final do artigo.
[12] Ver apostila “A Identidade da Renovação Carismática Católica” da Escola Paulo Apóstolo.
[13] Tomas FORREST. Água Viva, pg 7.
[14] A letra que cantamos na missa foi uma adaptação à original, que iniciava com “Magnifiquemos ao Senhor...”
[15] Estudo 79, n. 26.
[16] Quirógrafo do Papa João Paulo II no centenário do Motu Próprio “Tra le sollecitudini”, n.4.
[17] www.vatican.va
[18] Veja bibliografia no final do artigo.
[19] Veja o Projeto de Evangelização “Queremos ver Jesus: Caminho, Verdade e Vida”.
[20] Não consegui nenhuma prova documental dessas palavras.
[21] Digo “cantam na espiritualidade carismática” porquê nem todos esses são formalmente ligados ao Movimento, isto é, nem todos participam de Grupos de Oração.
[22] Cf. Jo. 15,20.
[23] O Código de Hamurábi é o mais antigo conjunto de normas sociais de que se tem notícia e estabelecia que toda ação deveria implicar em uma reação de igual valor. Jesus reprova essa postura explicitamente em Mt.5,38-48.
[24] Jo. 15,15, grifo do autor.
[25] Homilia do Santo Padre por ocasião do Jubileu do Mundo do Espetáculo, n. 4.


João Valter Ferreira Filho
joaovalter@hotmail.com
Coordenador Nacional do Ministério das Artes - RCC Brasil
Teresina-PI


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Evangelho do Dia - João 14,27-31a

— O Senhor esteja conosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 27“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. 28Ouvistes que eu vos disse: ‘Vou, mas voltarei a vós’. Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu. 29Disse-vos isto agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis.
30Já não falarei muito con¬vosco, pois o chefe deste mundo vem. Ele não tem poder sobre mim, 31amas, para que o mundo reconheça que eu amo o Pai, eu procedo conforme o Pai me ordenou”.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
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Deixo-vos a Paz, a Minha Paz Vos Dou!





Muito bom dia!

Neste pequeno trecho do Evangelho, o Senhor revela a nós uma das maiores riquezas com a qual Ele poderia ter nos presenteado: a paz!!

A paz que vem de Jesus não brota simplesmente de um coração, mas do coração mais humano e, consequentemente, mais divino que possa ter existido, mesmo porque Jesus não deixou de ser um com o Pai e o Espírito ao nascer em meio a nós, homens que deixam sua humanidade ser roubada pelo pecado.

A paz deixada como presente de Jesus a nós é a fonte de toda a alegria sincera que existe em nossos corações. Jesus não se importou com o fato de sermos falhos. Não é do feitio de Jesus deixar algum de seus amados esquecido por causa do pecado. Muito pelo contrário, já que aqueles que por nós são considerados os piores é que serão os primeiros a ser preenchidos por esta paz.

Jesus também não deixa de nos alertar sobre os perigos que nos cercam nesta caminhada rumo ao céu (v. 29-31). Aquele que, no trecho do Evangelho, é chamado de "chefe deste mundo", não cessa em tentar derrubar, acabar, extinguir a paz deixada por Jesus e que nos mantém ligados a Ele. O que se pode ver entre nós, a cada dia, é uma onda de autodesvalorização. Quantos irmãos acabam pondo fim à própria vida por pensarem estar esquecidos, por não sentirem a paz de Cristo reinar dentro do coração... E quantos de nós nos colocamos como seres "intocáveis" por este ou aquele motivo, deixando de lado a missão de ser luz na vida daquele irmão que tanto precisa de uma única palavra...

Não seria este um bom momento para levantar um clamor por todos nós que, ao percebermos a necessidade de agir, de ser luz e instrumento da paz do Senhor para o nosso irmão, acabamos nos escondendo com medo daquilo que possa acontecer? Não seria um bom momento para levantarmos um forte clamor por todos aqueles que ainda não descobriram o enorme tesouro que dentro de si e que é presente do próprio Deus? Deixemos que o Senhor nos conduza, nos faça novos e cheios desta paz, que é a fonte de toda a alegria verdadeira, a alegria de ser de Deus!

Fiquemos em Paz!

Abraço!



Heitor A. Pereira
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Fotos do IV Olaria!



Amados,

É com muita alegria que anunciamos que já temos fotos do IV Olaria disponíveis no site... Quer ver? Clique aqui!

Como são muitas fotos, não vamos colocar todas de uma só vez. Assim, ao longo desta semana, haverá novas poses no site...

Não percam! Amanhã tem mais...
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IV Olaria - Chuva de Bênçãos Derramada em Inhumas!





Muito bom dia, filhos de Deus!


"Alguém viu uma chuva de bênçãos passando por aí?"


"Todo momento especial é especial", e nesse final de semana uma verdadeira chuva de bênçãos foi derramada na cidade de Inhumas GO, na realização do IV Olaria.

Foi simplesmente  F A N T Á S T I C A a ação do Espírito Santo, que realizou curas imensuráveis na vida, tanto de quem foi servo, quanto de quem foi cursista. Mais uma vez temos toda a certeza em afirmar que histórias foram divididas entre antes e depois de Cristo.

Pela primeira vez na história do encontro foram realizados momentos de evangelização voltados para o resgate das famílias: em locais separados, filhos e pais viviam experiências profundas de oração e o resultado final não poderia ter sido diferente, corações transbordantes com lágrimas de amor, de paz, de alívio e de gratidão ao Oleiro, o Bom Pastor.

As fotos do encontro estarão disponíveis até o final do dia. Como são várias fotos, serão disponibilizadas aos poucos, ao longo da semana.

Lembramos que no dia 04 de junho acontecerá o Reencontro do IV Olaria, na Capela Nossa Senhora Auxiliadora, local onde se reúne o Grupo de Oração Semeador. Nessa ocasião também estaremos comemorando os 4 anos de existência do nosso blog!

Tenham todos uma ótima semana!



Márcio Gomes Pacheco
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Evangelho do dia (São João 14, 21-26)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 21“Quem acolheu os meus mandamentos e os observa, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele”. 22Judas – não o Iscariotes – disse-lhe: “Senhor, como se explica que te manifestarás a nós e não ao mundo?” 23Jesus respondeu-lhe: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada. 24Quem não me ama não guarda a minha palavra. E a palavra que escutais não é minha, mas do Pai que me enviou. 25Isso é o que vos disse enquanto estava convosco. 26Mas o Defensor, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
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O Espírito Santo vos ensinará tudo




A paz de Jesus a todos!

Hoje Jesus vem nos ensinar como poderemos sentir sempre sua presença, seu amor em nossa vida. Ele nos mostra o que fazer para adquirir sabedoria.
Na passagem do Evangelho de hoje, Jesus nos mostra a importância de guardar seus mandamentos, pois Jesus sabe tudo sobre nossa vida, sabe o que é bom para nossa vida, então se seguimos o que Ele ensinou estaremos caminhando seguro, estaremos dentro do plano de felicidade que Deus tem para cada um de nós, mesmo que venha as dificuldades se seguimos o mandamentos de Jesus firmemente, seremos felizes, pois sentiremos verdadeiramente o imenso Amor de Jesus por nós, daremos abertura para Jesus se manifestar na nossa vida.
Jesus resume os mandamentos em dois, Amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a ti mesmo, porque quem segue esses dois automaticamente segue todos os ensinamentos de Jesus, colocar Deus em primeiro lugar na nossa vida e buscar se imaginar no lugar do outro para fazermos com os outros só o que gostariamos que fizessem conosco.
Mas como estar sempre apredendo e recordando seus ensinamentos? Buscando estar cheio do Espirito Santo, pois Ele que ensinará e nos recordará de como estar sempre no Caminho, Jesus.
Então sempre em nossa vida é essencial pedirmos todo dia que o Espirito Santo nos preencha, assim teremos sabedoria de como se portar como cristãos.

Fernando Reis
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Evangelho do Dia - João 14,1-12

— O Senhor esteja conosco!
— Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 1”Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também. 2Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito. Vou preparar um lugar para vós 3e, quando eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que onde eu estiver estejais também vós. 4E, para onde eu vou, vós conheceis o caminho”.
5Tomé disse a Jesus: “Senhor, nós não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?” 6Jesus respondeu: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. 7Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. E desde agora o conheceis e o vistes”.
8Disse Felipe: “Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta!” 9Jesus respondeu: “Há tanto tempo estou convosco, e não me conheces, Felipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes: ‘Mostra-nos o Pai’? 10Não acreditas que eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo, mas é o Pai, que, permanecendo em mim, realiza as suas obras. 11Acreditai-me: eu estou no Pai e o Pai está em mim. Acreditai, ao menos, por causa destas mesmas obras. 12Em verdade, em verdade vos digo, quem acredita em mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas. Pois eu vou para o Pai”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
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"Ninguém vai ao Pai sem passar por mim"


"Eu sou o caminho, a verdade e a vida." Cristo parece dizer-nos: "Por onde queres passar? Eu sou o caminho. Onde queres chegar? Eu sou a verdade. Onde queres ficar? Eu sou a vida." Caminhemos pois em plena segurança por este acminho; e, fora do caminho, cuidado com as armadilhas, porque, dentro do caminho, o inimigo não ousa atacar - o caminho é Cristo - mas fora do caminho ele monta os seus ardis...O nosso caminho é Cristo na sua humildade; o Cristo verdade e vida é Cristo na sua grandeza, na sua divindade. Se seguires o caminho da humildade, chegarás ao Altíssimo; se, na tua fraqueza, não desprezares a humildade, permanecerás cheio de força no Altíssimo. Porque é que Cristo tomou o caminho da humildade? Foi por causa da tua fraqueza que estava ali como obstáculo intransponível; foi para te libertar dela que tão grande médico veio a ti. Não podias ir até ele; ele veio até ti. Veio ensinar-te a humildade, esse caminho de regresso, porque era o orgulho que nos impedia de retornar à vida que ele mesmo nos tinha feito perder...
Então, Jesus, tornando-se nosso caminho, grita-nos: "Entrai pela porta estreita!" (Mt 7,13). O homem esforça-se por entrar mas o inchaço do orgulho impede-nos de tal. Aceitemos o remédio da humildade, bebamos esse medicamento amargo mas salutar... O homem inchado de orgulho pergunta: "Como poderei entrar?" Cristo responde: "Eu sou o caminho, entra por mim. Eu sou a porta (Jo 10,7), porquê procurar noutro sítio?" Para que não te percas, ele fez-se tudo por ti e diz-te: "Sê humilde, sê manso" (Mt 11,29).


Santo Agostinho (354-430),
bispo de Hipona (Norte da África) e doutor da Igreja
Sermão 142
Fonte: http://www.diocesecruzeirodosul.org/data/impulso_joao_14.pdf.


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João 14,7-14

— O Senhor esteja conosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 7“Se vós me conhe¬cêsseis, conheceríeis também o meu Pai. E desde agora o conhe¬ceis e o vistes”. 8Disse Filipe: “Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta!”
9Jesus respondeu: “Há tanto tempo estou convosco, e não me conheces Filipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes: ‘Mostra-nos o Pai”? 10Não acreditas que eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo, mas é o Pai que, permanecendo em mim, realiza as suas obras.
11Acreditai-me: eu estou no Pai e o Pai está em mim. Acreditai, ao menos, por causa destas mesmas obras. 12Em verdade, em verdade vos digo, quem acredita em mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas. Pois eu vou para o Pai, 13e o que pedirdes em meu nome, eu o realizarei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. 14Se pedirdes algo em meu nome, eu o realizarei.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
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O Mistério da Trindade



 
Muito bom dia, meus amigos!
  
É bastante intrigante para nós, quando nos deparamos com algumas afirmações de Jesus, mesmo depois de tanto tempo que temos sido evangelizados, né?
  
Infelizmente isso acontece todas as vezes em que procuramos olhar assuntos espirituais com olhos racionais. Desde crianças fomos programados a procurar a lógica das coisas de acordo com certas dicotomias que nos foram entregues "de bandeja". É algo semelhante àquele brinquedinho do jardim de infância em que nos ensinam as figuras geométricas, encaixando cada uma seu respectivo buraco.
  
Porém, em se tratando de assuntos pertinentes ao mundo espiritual, a velha dicotomia da sabedoria secular muitas vezes não encaixa, porque devem ser encaradas de maneira bem diferente! O próprio São Paulo em sua carta aos coríntios já afirmava que a sabedoria de Deus, muitas vezes, é loucura para o mundo.
  
E hoje Jesus nos revela uma das facetas da Trindade Santa: Ele e o Pai são um! Quem olha para Jesus, vê o Pai!
  
Muitas pessoas têm a maior dificuldade em entender que o Pai (que não tem gênero e poderia muito bem ser mãe e possuir uma representação em imagem feminina...), o Filho e o Espírito Santo são A MESMA PESSOA em três facetas diferentes, que se auto comunicam entre si!
  
Dá pra imaginar, humanamente falando, um pai de família que é ao mesmo tempo o filho e o amor existente entre eles? Realmente é algo absurdo, se não olharmos pelos olhos da fé...
  
Porém, meus irmãos, temos ao longo da bíblia várias pistas que nos mostram essa unidade divina... No livro do Gênesis, quando Deus decide criar o homem Ele diz "façamos o homem à NOSSA imagem e semelhança", não é verdade??
No início do Evangelho de João, resumidamente, nos é apresentado que no princípio era o verbo... e verbo estava junto de Deus... e o verbo ERA Deus... e o verbo de Deus se fez carna e habitou no meio de nós... não é verdade???
  
Em outros VÁRIOS momentos, quando Jesus falava sobre o sacrifício que, voluntariamente, iria passar, Ele explicava que era necessário pois somente assim o PARÁCLITO poderia vir para conduzir as pessoas pelos caminhos certos da luz... E olhem a beleza disso: estando em corpo físico, Jesus não poderia atingir todas as pessoas que gostaria de atingir... Era necessário, então, atingir as pessoas em forma espiritual, e através do sacrifício da cruz, foi-nos enviado o presente maravilhoso do consolador, do advogado, da luz divina que nos chega através do Espírito Santo!
  
Que lindo tudo isso! Que maravilhoso poder sentir o zelo de um Deus que, sendo tão grande, faz de tudo para estar ao nosso lado.
  
O convite que tenho para você para o dia de hoje é que você QUEBRE todas as convenções que você traz dentro de si e que diz, no fundo do seu coração, que é impossível ser, ao mesmo tempo, três coisas supostamente diferentes. Tudo está na essência do amor e se você está no amor maior, que não pede nada em troca, você estará ao mesmo tempo com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
  
Pensemos bem nisso...
  
Deus te abençoe em seu caminho de descoberta do criador, três vezes Santo!
  
Grande abraço fraternal,
  
  
Márcio Gomes Pacheco
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Evangelho do Dia - João 14,1-6

— O Senhor esteja conosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 1“Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também. 2Na casa de meu Pai, há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito. Vou preparar um lugar para vós, 3e quando eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que onde eu estiver estejais também vós. 4E para onde eu vou, vós conheceis o caminho”.
5Tomé disse a Jesus: “Senhor, nós não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?” 6Jesus respondeu: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim”.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
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Jesus é a Verdade, o Caminho e a Vida!




Um bom dia a todos!

Que linda passagem é a do Evangelho de hoje, passagem a qual vem confirmar em nossos corações a importância de se perseverar na fé, de se manter firme, inabalável em Cristo! Bem sabemos que Jesus pode nos dar tudo que nos for apraz! Sendo assim, já dizia a música da cantora Adriana:

 "Por que tenho medo, se nada é impossível para ti? Por que tenho medo?"

Eu, João H. da Silva, posso até testemunhar aqui que é importante vivermos a perseverança, "sem cessar, sem parar, sem vacilar", já que sem Jesus, não conseguiremos aguentar nem a primeira tempestade! Virão as chuvas, virão as enchentes e virão os ventos... e então... é aí que se põe a prova nossa fé! E é aí que crescemos mais! Pois é na fraqueza que somos mais fortes! Nos sensibilizamos mais e nos abrimos mais á ação de DEUS e somos carregados por Ele!

Jesus nos convida hoje a sermos perseverantes, a confiarmos nEle com todas as nossas forças, sem temermos o futuro, até porque o futuro é incerto! Vivamos o hoje com todas as nossas forças, amando, semeando a Boa Semente, servindo, como podemos ver no Evangelho de ontem, sendo Cristãos autênticos!

Um grande abraço fraternal!


E que a paz de Jesus esteja conosco!



João H. S.
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Evangelho do Dia - João 13,16-20

— O Senhor esteja conosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Depois de lavar os pés dos discípulos, Jesus lhes disse: 16“Em verdade, em verdade vos digo: o servo não está acima do seu senhor e o mensageiro não é maior que aquele que o enviou. 17Se sabeis isto, e o puserdes em prática, sereis felizes.
18Eu não falo de vós todos. Eu conheço aqueles que escolhi, mas é preciso que se realize o que está na Escritura: ‘Aquele que come o meu pão levantou contra mim o calcanhar’. 19Desde agora vos digo isto, antes de acontecer, a fim de que, quando acontecer, creiais que eu sou.
20Em verdade, em verdade vos digo, quem recebe aquele que eu enviar, me recebe a mim; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou”.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
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Ser humilde para enviar Jesus!




Bom dia a todos!

A Palavra do Senhor para nós hoje é iniciada com uma fala de Jesus, afirmando que o servo não está acima do seu senhor e que o mensageiro não é maior do que o enviou. Analisemos, portanto, o que Jesus quer nos dizer com essas palavras.

Observe que Jesus faz essa afirmação após ter lavado os pés dos discípulos. O gesto de Jesus de querer lavar os pés dos discípulos revela o tamanho da humildade que Ele trazia em seu coração... E é exatamente essa humildade que o Senhor quer passar para os seus.

Quantas pessoas conhecidas que se colocam a serviço da Evangelização, do anúncio do Reino de Deus, da proclamação da Sua Palavra, acabam se achando tão especiais, tão “íntimas” do Nosso Senhor, que acabam se achando melhores do que outras pessoas e até fazem dessa condição de “apóstolos” motivo para querer ter preferências em detrimento de outros?

Será que essas pessoas não se acham, até mesmo, maiores do que o seu Senhor?

Mas não é isso que Jesus quer de nós... Muito pelo contrário... Ele nos ensinou e ensina a cada instante que a humildade é, por excelência, a virtude que afasta de nossa presença qualquer ação maligna que queira nos atingir. Afinal de contas, sabemos que Maria, aquela que esmagou a cabeça da serpente, é mestra no quesito humildade, pois se fez humilde na presença do Senhor e por isso foi glorificada e exaltada pelo Pai...

Que neste dia nós possamos refletir sobre a nossa atuação como enviados de Deus e desejemos, de coração, ser humildes como Nosso Senhor, para que possamos, verdadeiramente, ser portadores e enviados do Amor de Deus! Que a pessoa de Jesus seja reconhecida em nós a partir da nossa fiel, humilde e verdadeira entrega aos planos amorosos do Pai.

Jesus manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso!


Danilo Lopes Ribeiro
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Evangelho do Dia - João 12,44-50

— O Senhor esteja conosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 44Jesus exclamou em alta voz: “Quem crê em mim não é em mim que crê, mas naquele que me enviou. 45Quem me vê, vê aquele que me enviou. 46Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.
47Se alguém ouvir as minhas palavras e não as observar, eu não o julgo, porque eu não vim para julgar o mundo, mas para salvá-lo. 48Quem me rejeita e não aceita as minhas palavras já tem o seu juiz: a palavra que eu falei o julgará no último dia. 49Porque eu não falei por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, ele é quem me ordenou o que eu devia dizer e falar. 50Eu sei que o seu mandamento é vida eterna. Portanto, o que eu digo, eu o digo conforme o Pai me falou”.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
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Obras Que Falam


Que a Paz de Jesus esteja com você!

A palavra do Evangelho de hoje nos leva a refletir sobre a nossa postura como cristãos e como filhos de Deus.

Se dissermos ser cristãos e filhos de Deus, precisamos entender que precisamos viver como Jesus viveu, seguindo o seu exemplo (modelo) de vida. Precisamos estar atentos sobre o que nossas obras revelam de nós. Muito mais do que nossas palavras, nossas obras revelam o que somos e de quem somos! Será que quem nos vê, vê também Deus, nosso Pai? Ou qual é o pai que está sendo revelado? Será que quem nos vê, vê também aquele que nos enviou; Jesus, nosso mestre e amigo? (Mar. 16, 15).

Nossas obras, nossa postura no nosso cotidiano devem revelar isso! Que somos filhos de Deus e que, onde quer que estejamos, somos enviados por Jesus. Somos chamados a ser Luz no mundo! As pessoas precisam olhar pra nós que dizemos conhecer a Cristo e sentir a presença viva de Cristo. Sentir sua Paz! Seu Amor! Mas isso através dos nossos atos! Da nossa busca pela conversão no dia-a-dia.

Esta é a mensagem de Jesus pra nós hoje! Se somos filhos de Deus (a boa semente – Mt. 13, 37-38) e se estamos vivendo como verdadeiros enviados por Jesus, não nos deixemos perturbar por nada que queiram fazer contra nós, pois quem nos vê, vê também aquele que nos enviou!

Fiquemos todos sob a Luz de Jesus!



Reginaldo Pacheco
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Evangelho do Dia - João 10,22-30

— O Senhor esteja conosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

22Celebrava-se, em Jerusalém, a festa da Dedicação do Templo. Era inverno. 23Jesus passeava pelo Templo, no pórtico de Salomão. 24Os judeus rodeavam-no e disseram: “Até quando nos deixarás em dúvida? Se tu és o Messias, dize-nos abertamente”.
25Jesus respondeu: “Já vo-lo disse, mas vós não acreditais. As obras que eu faço em nome do meu Pai dão testemunho de mim; 26vós, porém, não acreditais, porque não sois das minhas ovelhas. 27As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço, e elas me seguem. 28Eu dou-lhes a vida eterna, e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão.
29Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai. 30Eu e o Pai somos um”.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
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De que Lado Estamos Nós?





Muito bom dia, pessoal!

É com muita alegria que inicio, hoje, uma nova caminhada ao lado de vocês, refletindo os evangelhos das terças-feiras. Que alegria poder partilhar as palavras que o Mestre vem semear em nossos corações, diariamente.

Na palavra de hoje, Jesus nos convida, de um modo direto e acolhedor, a sermos um com Ele assim como Ele e o Pai são um.

Ora, somos ovelhas que atendem à voz do pastor, então não há motivos para que não nos deixemos levar pela voz do Mestre, que nos chama pelo nome. Precisamos ser dóceis à ação transformadora de Jesus nas nossas vidas, como verdadeiras ovelhas.

O próprio Cristo se revela a nós:

"Já vo-lo disse, mas vós não acreditais. As obras que eu faço em nome do meu Pai dão testemunho de mim; 26vós, porém, não acreditais, porque não sois das minhas ovelhas. 27As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço, e elas me seguem. 28Eu dou-lhes a vida eterna, e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão."


Não há salvação em nenhum outro, e ainda que os "coiotes" deste mundo tenham como meta arrasar a fé das ovelhas, Jesus se dispõe a entregar a vida por elas.

Acreditar e confiar no amor incondicional de Jesus são os primeiros passos de uma caminhada longa num caminho estreito, mas que tem como destino a morada eterna, junto do Bom Pastor.

Diante disso, é necessário refletirmos acerca de que voz temos escutado ultimamente: a voz do Bom Pastor ou a dos coiotes?

É muito fácil discernirmos isso, basta analisarmos nossos atos mais recentes. Temos sido pessoas dóceis para com as outras pessoas? Temos tido paciência com as outras pessoas? Temos buscado nossos próprios interesses ou pensamos mais no bem daqueles que nos cercam? As palavras que saem de nossa boca são de edificação ou de destruição? Lançamos bênçãos ou maldições?

Existem muitas outras coisas que podemos refletir para sabermos que voz temos escutado. A Bíblia nos fala que os coiotes só aparecem para "roubar, matar e destruir", sendo assim, se escutamos a voz do Bom Pastor, automaticamente, nos colocamos a fazer o oposto disso "restituindo o que foi tirado, dando vida e construindo" novas realidades de vida digna aos mais necessitados, àqueles que o Senhor chama constantemente de "bem-aventurados", por serem pobres, humildes, injustiçados e mansos de coração.

Diante disso tudo, faço a pergunta a você e a mim mesmo: De que lado temos estado?

Eu quero estar do lado do Bom Pastor e fazer as coisas que Ele me direciona a fazer e é esse o convite que te faço. Se até o momento não foi esse o lado que assumimos através de nossas atitudes, é hora de pedirmos perdão e recomeçar.

Clamemos o Espírito Santo para que nossos atos sejam sempre guiados pela luz divina!



Heitor Amaral Pereira
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