Jesus minha rocha, minha salvação!
Bom dia, amados irmãos!
Hoje somos chamados a refletir sobre a nossa perseverança e a nossa fé. Quantos de nós que não tem vivido sem rumo, sem direção, sem objetivos e sem qualquer perspectiva para o futuro?
Vivemos num mundo em que o imediatismo reina, pois o que é bom é somente o que é mais fácil, mais prático ou mais cômodo. Há sempre uma tentativa forte de se buscar o menor esforço para a obtenção dos resultados pretendidos.
Essa busca incessante de meios que facilitam as nossas ações, os sistemas organizacionais que nos rodeiam acabam deixando-nos mal acostumados – acomodados e fracos na verdade. Criamos um mundo de conveniências, de vaidades e de ilusão.
Já na primeira dificuldade que surge, desistimos de tudo! Não estamos mais habituados a lutar. Tudo tem que ser na base do aqui e do agora. Esquecemos da existência do esperar.
Este Evangelho de hoje nos lembra que precisamos aprender a sofrer as demoras de Deus, perseverando na fé em Jesus Cristo, para que possamos ser testemunhas do seu Amor no último dia. Para isso é necessário acreditarmos na sua Justiça que nunca desampara aquele que o teme.
Isso me faz lembrar do período em que fiz o meu primeiro curso de graduação. Um curso que era em 4 anos de duração, só concluí com 8. Isso por um grande obstáculo na época, minha situação financeira.
Eu trabalhava para o Estado e todo ano meu salário atrasava 4, 5 ou até 6 meses. Era uma loucura! Não tinha dinheiro para o transporte (Faculdade), nem para a água, nem para a energia, nem para o leite das crianças, nem para o supermercado... Eu e minha família enfrentávamos uma verdadeira tempestade! Mas nossa confiança estava em Deus e eu tinha a certeza de que um dia Ele dar-nos-ia a vitória e nos honraria pela sua Justiça suprema. Mantínhamos os olhos fixos no Senhor que tudo pode!
Com muita dificuldade conseguimos, mas foi importante esperarmos pelo tempo de Deus. O que muitas vezes nos falta compreender. Aquele período que mais parecia uma eternidade foi muito importante para o nosso crescimento espiritual. Vivemos momentos de profunda intimidade com Deus! Descobrimos o grande Amor que Deus tinha por nós e que até então não sabíamos.
Portanto, como aquela viúva que mesmo tendo diante de si um Juiz injusto não desistiu de seu objetivo até consegui-lo, vamos depositar nossa esperança no nosso Deus que Justo, que é Amor e não nos desamparará.
Que Jesus seja sempre a nossa rocha e o nosso refúgio! Amém!
Prof. Reginaldo Pacheco






