Cristo vive em nós?

por Márcio Pacheco



















Olá pessoal! Depois de um enorme jejum de postagem, impossibilitado por dificuldades no acesso à internet, estou de volta para refletirmos um pouco juntos a nossa vida espiritual...

Hoje pela manhã o Senhor me acordou e me fez levantar pouco depois das 6h. Meu coração estava inquieto e reconheci o chamado de Jesus para que eu orasse e conversasse com Ele.


Tão logo comecei a orar, Jesus foi me mostrando muitas coisas que estavam passando despercebidas na minha correria do dia a dia, em minha nova fase de vida: morando em uma cidade nova, exercendo um novo cargo em meu emprego que exige de mim muito mais responsabilidade, dificuldade em adequar meu novo tempo com minhas necessidades, principalmente em relação a tudo aquilo que Deus tem confiado a mim...

Jesus me chamava a retomar minha vida de oração, que há algum tempo andava meio apagada, sufocada em meu cansaço.


Após orar, me veio uma vontade enorme de estudar a Bíblia e, sem saber o porquê, decidi-me pelo livro dos Gálatas e, de repente, deparei-me com a seguinte passagem:

"Eu vivo, mas já não sou eu: é Cristo quem vive em mim".

Gal 2,20

Daí comecei a me questionar: será que Cristo tem realmente vivido em mim? Vivido nas pessoas que me cercam? Vivido nas pessoas do Grupo de Oração? Vivido em minha família? Vivido em meu emprego?

E nesse questionamento comecei a repensar a correria de minha vida. Nesse momento partilho com você e te faço a mesma pergunta que o Espírito Santo me questionou:

Cristo tem vivido em você?

Pare um pouco, reflita sobre como tem sido o seu posicionamento e as suas atitudes em relação às pessoas e aos diversos acontecimentos presentes em sua vida mais recente. Será que Jesus teria agido da mesma maneira com a qual você agiu?

Vou um pouco além, fazendo um diálogo com a música Amar como Jesus amou, do Pe. Zezinho. Você tem sido feliz? Essa música nos dá uma receita bem simples e básica para sermos felizes: vivermos da mesma maneira com que Jesus vivia, em todas as situações.

O meu desejo é que realmente possamos ter uma vida santa capaz de nos dar o direito de ter a mesma ousadia que o Apóstolo Paulo teve em dizer que era Cristo que vivia nele.

E não nos esqueçamos que apenas vivendo e buscando viver os ensinamentos de Jesus, seguindo seus exemplos, é que realmente poderemos ser chamados de cristãos, ou seja, "novos Cristos".

May God always bless us!
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Santo do dia 27/08 - Santo Agostinho


Nasceu em Tagaste, no ano de 354. Africano da Tunísia, era filho de pai pagão e de mãe cristã. Espírito irrequieto e sedento de verdade, incursionou por várias correntes filosóficas e seitas, até chegar ao cristianismo. Incursionou também pelos meandros da vida amorosa, e por muito tempo viveu em companhia de uma mulher e com ela teve um filho. Esta mulher anônima, que Santo Agostinho amava e por ela era amado, e da qual nem sequer nos legou o nome, retornou à África e certamente não foi menor em sua oblação. Agostinho converteu-se por volta do ano 387 e recebeu o batismo em Milão. Quem o batizou foi o célebre bispo Santo Ambrósio, que, juntamente com Santa Mônica, trabalhou pela sua conversão. Retornando à sua terra, levou vida ascética. Eleito bispo de Hipona, por trinta e quatro anos esteve à frente de seu povo, ensinando-o e combatendo as heresias. Além de Confissões, escreveu muitas outras obras. Constitui-se, assim, num dos mais profundos pensadores do mundo antigo. É por muitos considerado o pai do existencialismo cristão. Morreu em Hippo Regius, no dia 28 de agosto de 430.

Tarde te amei, beleza sempre antiga e sempre nova, tarde te amei. Estavas dentro de minha alma e eu, distraído, te buscava fora, deixando a beleza interior, corria atrás das belezas exteriores que Tu criaste.” (Confissões X)
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HISTÓRIAS DE FÉ - Os Toques de Deus

por Danilo Lopes


Às vezes, no caminhar de nossa existência, pelo fato de não vermos fisicamente a presença de Deus, em carne e osso, pensamos que Ele não pode nos tocar, e muitas vezes, até, questionamos a ação d’Ele em nossas vidas.

Porém o Senhor nos toca e nos mostra os sinais de sua presença a todo instante...

Na quinta-feira dessa semana, enquanto eu ia pra faculdade, fazendo o mesmo caminho diário, logo a minha frente, mais ou menos uns cinqüenta metros de distância, estava indo um homem, que apresentava ser de meia idade, e fumava um cigarro desses caseiros, feito com fumo e papelim trevo. Como ele estava na minha frente, a fumaça e o cheiro ruim do cigarro ficava tudo pra trás, e começou a me incomodar. Então eu pensei comigo mesmo: “A não tio, vamos parar né, ninguém merece esse cheiro ruim”.

E continue caminhando, cantando e rezando ao mesmo tempo, como de costume, e nem estava ligando mais pro cheiro do cigarro.

De repente eu percebo que o tal homem tira do bolso o pacotinho de fumo, rasga o saquinho, e joga tudo no chão. Fiquei só observando aquilo e logo pensei: “Será que ele está largando de fumar? Se for, Glória a Deus!”

Quando me aproximei do senhor, ele olhou pra mim, e sem me conhecer disse: “Parei de fumar, não vou mexer com isso mais não, esse trem fedido... Vou dar um jeito na minha vida!”

Nesse momento meu coração encheu de uma alegria tão grande, e de uma certeza de que Deus estava agindo naquele momento, na vida daquele homem, e que aquela decisão não tinha sido tomada por ele próprio, mas que era o próprio Espírito de Deus agindo, para que ele tomasse a decisão de parar de fumar.

Depois disso louvei a Deus por ter sido testemunha dessa graça e de Sua ação tão clara e concreta na vida daquele homem.

Às vezes, o que nos falta é passarmos a enxergar as coisas a nossa volta com o olhar da fé! O Senhor nos toca a todo instante e nos mostra claramente a Sua ação em nossas vidas, e muitas vezes não conseguimos ver...

E você, já percebeu o toque de Deus em sua vida hoje?

Que o Senhor nos abençoe sempre!

Louvado seja o Senhor Nosso Deus!!!

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A Existência de Deus

Questionavam, certa vez, sobre assuntos religiosos, um árabe e um ateu. Em dado momento o ateu, julgando que poderia confundir e perturbar o seu interlocutor, interrogou-o:
- Como podes crer na existência de Deus se não o vês?
O filho do deserto respondeu:
- Quando vejo na areia as pegadas de um leão, digo: "Passou por aqui um leão." Não vejo a fera, mas tenho certeza de sua existência como se a tivesse diante de meus olhos. Do mesmo modo, quando vejo impresso nas criaturas o selo de Deus, não vejo o Criador, mas tão certo estou de sua existência como se o visse. Não é o selo do homem ou do acaso que eu vejo no disco rutilante do sol ou na mais pequena flor da tamareira, mas o selo de uma potência, de uma sabedoria e de uma bondade infinitas, o selo de Deus; e por toda a parte o vejo como vejo a minha imagem diante de um espelho de admirável perfeição.
O incrédulo não soube o que responder, vencido pelas eloquentes palavras de seu antagonista.
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Virgem Santa Maria , Rainha.

Virgem Santa Maria , Rainha.
Instituída pelo Papa Pio XII celebramos hoje a Memória de Nossa Senhora Rainha, que visa louvar o Filho, pois já dizia o Cardeal Suenens: " Toda devoção a Maria termina em Jesus, tal como o rio se lança no mar ".
Paralela ao reconhecimento do Cristo Rei encontramos a realeza da Virgem a qual foi Assunta aos Céu! Mãe da Cabeça ,dos membros do Corpo místico e Mãe da Igreja; Nossa Senhora é aquele que do Céu reina sobre as Almas cristãs, a fim de que haja a salvação:
" Ë impossível que se perca quem se dirige com confiança a Maria e a quem Ela acolher" (Santo Anselmo).
Nossa Senhora Rainha desde a Encarnação do Filho de Deus, buscou participar dos Mistérios de sua vida, como discípula, porém sem nunca renunciar sua maternidade divina, por isso o Evangelista São Lucas a identifica entre os primeiros cristãos: " Maria, a mãe de Jesus"( Atos 1,14). Diante desta doce realidade de se ter uma Rainha no Céu que influencia a terra, podemos com toda a Igreja saudá-la : " Salve Rainha " e repetir com o Papa Pio XII que instituiu escreveu a carta encíclica À Rainha do Céu : "A Jesus por Maria. Não há outro caminho ".


Nossa Senhora Rainha...rogai por nós!
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Santo do dia 21/08 - São Pio X

Celebramos um Papa que mereceu ser reconhecido por santo, embora na humildade típica das almas abençoadas. José Sarto respondia àqueles que o chamava de santo: "Não santo, mas Sarto". De família muito simples e religiosa, o pequeno José, com muito esforço e sacrifício conseguiu – com o apoio dos pais – estudar e entrar para o Seminário.

Com sua permanente autodefinição: "um pobre vigário da roça", José Sarto percorreu com simplicidade o caminho que o Espírito Santo traçou da responsabilidade de vigário de uma pequena aldeia até o Papado. Tomando o nome de Pio X, chamava a atenção pela modéstia e pobreza que o possibilitava à vivência da sua idéia-força:

"Restaurar todas as coisas em Cristo".

Ocupado com a pastoral, São Pio X realizou reformas na liturgia, favoreceu a comunhão diária e a comunhão das crianças, sendo que no campo doutrinal rebateu por amor à Verdade o relativismo moderno. Sorridente, pai e pastor, São Pio X entrou no Céu com 79 anos, deixando para a Igreja o seu testemunho de pobreza, pois conta-se o fato, tomou dinheiro emprestado para comprar as passagens de ida e volta rumo ao conclave que o teria escolhido Papa, pois não acreditava num erro do Espírito Santo.


São Pio X, rogai por nós!
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Movimento Cultural Comunitário PJC - Festival de música

É com muita alegria hoje que venho fazer a postagem do resultado do Movimento Cultural Comunitário - Festival de Música, ocorrido ontem no Centro Comunitário Monsenhor Angelino. Com a Graça de Deus tivemos uma noite muito abençoada, animada e divertida, num encontro da família PJC, reunindo as comunidades de base e grupos de oração de jovens de nossa cidade e também de Araçu, numa bonita e alegre confraternização.
Gostaria então de parabenizar todos os que participaram e concorreram no festival pelo Grupo de Oração Semeador, que em todas as modalidades conseguiram premiação. Tivemos Rogério e Fernanda cantando "Abraço de Pai", do Walmir Alencar, na categoria Religiosa, conquistando o Primeiro lugar. Márcio e Anaíle cantando "Agnus Dei", na categoria Internacional, conquistando também o Primeiro Lugar. Márcia, na categoria Sertanejo e cantando "Romaria", conquistou o Segundo Lugar. E por último, Talita cantando "Encostar na Tua", de Ana Carolina, na categoria MPB, conquistou também o Segundo Lugar. Parabéns a todos!!!
Com esse resultado, podemos ver o quanto o nosso Grupo de Oração é agraciado em ter pessoas com esse dom tão bonito e especial, que é o dom da música, dom este que foi e é concedido pelo Senhor Nosso Deus... Que diante tudo isso nós possamos refletir sobre nossa entrega e doação ao serviço de Deus através desses dons... Nosso Senhor Jesus Cristo merece todo o louvor e adoração através da música e precisa de nós para que possamos anunciar o Seu Evangelho a todos que ainda não O conhecem.
Obrigado Senhor, por tudo!!!
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Pregação de Sábado (11/08) - A Misericórdia do Pai


No último sábado tivemos a oportunidade de escutar e refletir um pouco sobre a misericórdia de Deus Pai, que nos amou e nos ama tanto que entregou seu Filho Único para morrer em troca do perdão de todos os nossos pecados.

Segundo o dicionário, misericórdia "é a compaixão suscitada pela miséria, pela dor alheia". Analisando a origem da palavra, temos que misericórdia vem do latim, onde "miserum" é igual a miséria, e "cor" significa coração. Sendo assim, misericórdia é o encontro do coração de Deus com as nossas misérias, nossas fraquezas e nossas limitações. É a ação concreta do amor de Deus em nossas vidas, independente de nossos erros e nossos pecados.

A palavra do Senhor nos dá um grande exemplo da ação misericordiosa do Pai, no evangelho de São Lucas 15, 11-24:

"Um homem tinha dois filhos. O mais moço disse a seu pai: Meu pai, dá-me a parte da herança que me toca. O pai então repartiu entre eles os haveres. Pouco dias depois, ajuntando tudo o que lhe pertencia, partiu o filho mais moço para um país muito distante, e lá dissipou sua fortuna, vivendo dissolutamente. Depois de ter esbanjado tudo, sobreveio àquela região uma grande fome e ele começou a passar penúria. Foi pôr-se ao serviço de um dos habitantes daquela região, que o mandou para os seus campos para cuidar dos porcos. Desejava ele fartar-se das vagens que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. Entrou então em si e refletiu: Quantos empregados há na casa do meu pai que têm pão em abundância... e eu, aqui estou a morrer de fome! Levantar-me-ei e irei a meu pai, e dir-lhe-ei: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados. Levantou-se, pois, e foi ter com seu pai. Estava ainda longe, quando o seu pai o viu e, movido de compaixão, correu-lhe ao encontro, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. O filho disse, então: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. Mas o pai falou aos servos: Trazei-me depressa a melhor veste e vesti-la, e pondo-lhe um anel no dedo e calçado aos pés. Trazei também um novilho gordo e matai-o; comamos e façamos uma festa. Este meu filho estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado. E começaram a festa".

Podemos analisar através da leitura três aspectos importantes para compreendermos a misericórdia de Deus. Em primeiro lugar, vemos que o filho se afastou do pai. Do mesmo modo acontece conosco quando caímos no pecado. Nos afastamos de Deus e até pensamos que Ele não está conosco...

Em segundo lugar, ao reconhecer a situação de miséria em que se encontrava, depois de ter gasto todo o dinheiro, o filho se lembra do pai e decide voltar e pedir perdão por ter se afastado... Para que a misericórdia de Deus aconteça em nossas vidas é necessário o nosso profundo e verdadeiro arrependimento. É imprescindível que reconheçamos os nossos erros, os nossos pecados, e peçamos o perdão a Deus.

E por último, vemos que quando o filho está voltando, o pai o avista ao longe. Com certeza o pai estava esperando pela volta do filho desde o dia em que partiu. Da mesma forma Deus Pai espera a nossa volta quando estamos no pecado. Ele nos olha a todo instante e nos espera de braços abertos para voltarmos a Ele e nos arrepender de todos os erros.

Na verdade o Senhor em momento algum nos condena pelos nossos pecados. Ele nos ama e nos perdoa sempre! Não é o nosso pecado que nos afasta do amor de Deus. Ele não nos deixa de amar hora nenhuma! O que nos afasta de Deus e impede que a misericórdia d’Ele se realize em nossa vida são as máscaras que colocamos em nós mesmos, escondendo o que realmente somos. Pe. Léo dizia que o que nos afasta de Deus não é o pecado, mas sim nossas máscaras. Quantas vezes fomos realmente verdadeiros com Deus e mostramos tudo aquilo que somos, todas as nossas fraquezas, nossas limitações, nossas misérias?! Até quando vamos nos esconder d’Aquele que nos conhece por inteiro, que sabe tudo sobre nós?!

Irmãos, o Senhor nos chama hoje a escancararmos as portas do nosso coração e deixar que Sua graça se realize em nossas vidas. Que nós possamos nos humilhar diante os Seus pés e reconhecer que sem Ele não somos nada, que somos totalmente dependentes do Seu amor, e que só Ele é capaz de mudar aquilo que não é perfeito em nós. Só assim teremos um verdadeiro e profundo encontro com sua infinita misericórdia.

Louvado Seja o Senhor nosso Deus!

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Morte ou Adormecer da Bem Aventurada Virgem Maria?

Ontem dia 15/08 foi o dia da Assunção de Nossa Senhora aos Céus, para compreender melhor essa verdade de fé da nossa Igreja postarei abaixo um artigo do Pe. Carlos de Melo (Canção Nova - Jerusalem) aprofundando sobre o tema:


Por que negar à Virgem Maria a alegria da Ressurreição?

O que significa afirmar que a Mãe de Jesus não morreu, mas sim adormeceu? O que significa falar do adormecer e não de morte? Na linguagem do Novo Testamento e da Liturgia da Igreja os dois termos são equivalentes.

No caso de Lázaro, irmão de Marta e Maria, Jesus fala que ele dormia e que o iria despertar: “Jesus, entretanto, falara da sua morte, mas eles pensavam que falasse do sono como tal” (Cf Jo 11,1-44).Do mesmo modo Jesus fala que a filha de Jairo, que era morta, dormia: Ele entrou e disse-lhes: Por que todo esse barulho e esses choros? A menina não morreu. Ela está dormindo (Cf Mc 5,38-39).

Na Oração Eucarística I ou Cânone Romano a Igreja reza:

Lembrai-vos, Senhor, dos vossos servos e servas N e N, que partiram antes de nós marcados com o sinal da fé e agora dormem o sono da paz. Eu acho que o Adormecer da Bem Aventurada Virgem Maria deve ser entendido no sentido daquela conclusão biológica de sua vida, ou seja, da morte natural como àquela que cada um de nós há de experimentar.

A Constituição Dogmática Lumen Gentium ao número 59 afirma:

“Finalmente, a Virgem Imaculada, preservada imune de toda a mancha da culpa original terminado o curso da vida terrena, foi elevada ao céu em corpo e alma e exaltada por Deus como rainha, para assim se conformar mais plenamente com seu Filho, Senhor dos senhores (cf. Apoc. 19,16) e vencedor do pecado e da morte”.

Em base a quanto diz o texto apenas citado, que faz referência ao privilégio da Virgem Maria de ser Imaculada isto é, sem ser abrangida pela culpa de Adão e Eva, o pecado original, e em base a quanto diz São Paulo: “o salário do pecado é a morte” (Cf Rm 6,23), se prefere falar do Adormecer e não de morte da Mãe de Jesus, como se a morte corporal dela prejudicasse em alguma coisa a sua dignidade de ser Mãe de Deus.

É bastante evidente que a morte como conseqüência do pecado não é a morte biológica, mas aquela definitiva, a morte eterna, o ser privado da contemplação da Face de Deus e da comunhão com Ele. O Prefácio da solenidade da Assunção da Virgem Maria canta: “Vós não quisestes que sofresse a corrupção do túmulo aquela que gerou e deu à luz o autor da vida, vosso Filho feito homem”. Afirmar que a Virgem Maria morreu não diminui em nada a Sua dignidade, mas acentua ainda mais a Obra principal de Seu Filho que é a Ressurreição e a glorificação dos corpos. Ela também teve a alegria de participar da vitória de Seu Filho sobre a morte morrendo Ela mesma e ressuscitando pela força do Filho que Ela gerou em seu ventre.

Enfim, duas tradições narram da existência do túmulo da Virgem Maria, uma em Jerusalém no Vale do Cedron e outra em Efeso. A eloqüência do Patriarca Juvenal em 451 persuadiu o imperador Marciano de que a pretensão de Jerusalém de possuir o Túmulo da Bem Aventurada era mais fundada daquela de Efeso. Naturalmente, o túmulo serve para colocar o corpo de uma pessoa morta e não de uma que dorme.

Hoje, como nos séculos passados, grande é a veneração dos cristãos pelo túmulo da Virgem Maria. Sem medo algum, creio que podemos afirmar que a Virgem Maria morreu, Jesus Cristo A ressuscitou e foi levada pelos anjos ao céu com o seu corpo e a sua alma, onde está na comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo e intercede por nós, seus filhos.

Afinal, por que negar à Virgem Maria a alegria de ter participado da força de Seu Filho que faz novas todas as coisa?

Pe Carlos de Melo,

Jerusalém - Israel

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Aborto: Trauma

A experiência do aborto pode ser traumática para as mulheres por variadas razões. Muitas são forçadas a fazê-lo pelos maridos, namorados, pais ou outros (casos recentes reportados nas notícias mostram que muitas prostitutas são obrigadas pela “entidade empregadora” a submeter-se a abortos sempre que engravidam). Se a vida destas mulheres é caracterizada pelo abuso resultante do domínio forçado por parte de outra pessoa (o marido será um exemplo frequente em Portugal), a sujeição a um aborto não desejado pode ser encarada como a humilhação ou violação final.

Outras mulheres, independentemente das razões que as levam a sujeitar-se a um aborto, podem ainda encarar esta prática como a morte violenta do seu próprio filho. Algumas mulheres chegam mesmo a referir que a dor provocada pelo procedimento do aborto, aliada ao facto de ser infligida por um estranho de mascara, poder ser comparada a uma violação ou invasão do seu corpo.

Alguns sintomas referidos por mulheres sujeitas a um ou mais abortos são: pensamentos recorrentes sobre o aborto ou a criança abortada, sensações momentâneas em que a mulher relembra ou sente algum aspecto relacionado com a sua experiência do aborto, pesadelos sobre o aborto ou a uma criança abortada, reacções de angústia intensa ou depressão no aniversário da data do aborto.

Para além das muitas formas da reacção de trauma consequentes de um aborto induzido, estas variam também no tempo. Muitas mulheres experimentam um período inicial de remorsos e mais tarde encontram algum alívio emocional, enquanto que outras mulheres lidam bem com a situação após o aborto e só mais tarde experimentam problemas emocionais. Num estudo realizado entre 260 mulheres que experimentaram reacções negativas pós-aborto, entre 63 a 76% referiram a existência de um período em que negaram quaisquer sentimentos negativos relacionados com o aborto. O período médio de negação apresentado como conclusão deste estudo foi de 63 meses.

Muitas mulheres que se submetem a um aborto chegam a sofrer daquilo que se designa desordem de stress pós-traumático. Um estudo realizado mostrou que 1,4% das mulheres que se sujeitam a um aborto nos EUA sofrem desta desordem como resultado do seu aborto e que, de um modo geral, os sentimentos negativos aumentavam e a satisfação com a escolha diminuía com o passar do tempo. No entanto, este estudo também demonstrou que grande parte das mulheres não experimenta problemas psicológicos ou arrependimento em relação ao seu aborto num período de 2 anos pós-aborto. Apesar da percentagem de mulheres afectadas por esta desordem ser baixa, só nos EUA este número abrange cerca de 18.200 novos casos anualmente, o que implica mais de meio milhão desde que o aborto foi legalizado em 1973.

Um outro estudo realizado na Suécia a partir de entrevistas feitas a mulheres no período de um ano após se terem submetido a um aborto, revelou que cerca de 60% das mulheres (de uma amostra de 854) experimentaram stress emocional após o aborto. Em 16% das mulheres este stress foi classificado como “severo”, tornando necessários cuidados psiquiátricos. Cerca de 70% das mulheres também referiram não voltar a considerar o aborto induzido como opção se fossem novamente confrontadas com uma gravidez não desejada.

http://www.sobreoaborto.info/seq_psico/seq_psico.htm



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Aborto: Sequelas psicológicas

Abortions will not let you forget.
You remember the children you got that you did not get…


“The Mother” (1945)
Gwendolyn Brooks, poetisa Norte-Americana.

Medo, ansiedade, dor e culpa são apenas alguns dos sentimentos que muitas mulheres que já se submeteram à violenta prática do aborto referem ter com frequência. Em muitos casos torna-se necessário recorrer a tratamento psiquiátrico para fazer face a estes sentimentos. E esta realidade está documentada em inúmeros artigos científicos.

Um estudo retrospectivo com 5 anos de duração realizado em duas províncias canadianas expôs uma utilização de serviços médicos e psiquiátricos significativamente mais elevados por parte de mulheres que já tinham sido sujeitas ao aborto. Ainda mais significativo foi o facto de 25% das mulheres sujeitas ao aborto frequentarem consultas de psiquiatria, comparadas com 3% das mulheres do grupo de controlo.

Os investigadores que estudam as reacções pós-aborto nas mulheres referem apenas um sentimento positivo: alívio. Este sentimento é compreensível uma vez que uma grande percentagem de mulheres referem estar sob grande pressão para realizar o aborto. Este sentimento momentâneo de alívio é frequentemente seguido por um período que os psiquiatras designam de “paralisia” ou “dormência” pós-aborto.

Um estudo realizado em 1980 em pacientes submetidas a aborto mostrou que, durante a primeira semana após o aborto, entre 40 a 60% das mulheres questionadas referiram reacções negativas. Dentro de um prazo de 8 semanas após o aborto, 55% expressou culpa, 44% queixaram-se de distúrbios nervosas, 36% de distúrbios no sono, 31% tinha remorsos em relação à decisão de abortar e 11% tinha sido prescrita com medicamentos psicotrópicos pelo médico de família.

Com especial risco de vir a sofrer problemas do foro psiquiátrico estão as adolescentes, mulheres separadas ou divorciadas, e mulheres com um historial de mais de um aborto. Um estudo publicado em 2006 ilustra esta realidade ao mostrar que adolescentes que decidem abortar a sua gravidez intencional são cinco vezes mais propensas a procurar ajuda para problemas emocionais e psicológicos, do que as que em condições semelhantes levam a gravidez até ao fim.

Como muitas mulheres acabam por utilizar a repressão como meio de lidar com o que sentem, a procura de ajuda psiquiátrica pode ocorrer muito depois do aborto ter sido realizado. Estes sentimentos reprimidos, no entanto, podem induzir doenças psicossomáticas ou psiquiátricas noutras áreas da sua vida.

Uma sondagem realizada a 260 mulheres, muitas das quais procuravam informação sobre aconselhamento pós-aborto e que já se tinham submetido a pelo menos um aborto enquanto adolescentes, mostrou que de uma forma geral estas mencionaram ter:

  • “flashbacks” relativos ao momento do aborto

  • crises de histeria

  • sentimento de culpa

  • medo do castigo de Deus

  • receio pelas suas próprias crianças

  • agravamento de sentimentos negativos no aniversário da data do aborto ou quando exposta a propaganda a favor da liberdade de escolha (do aborto)

  • interesse excessivo em mulheres grávidas e em bebés

  • visões ou sonhos com a criança abortada

  • consciência de terem falado com a criança abortada antes do aborto.

Mulheres que tinham um historial de mais de um aborto induzido referiram com mais frequência:

  • um período de forte alívio após o aborto

  • uma história de abuso sexual enquanto crianças

  • ódio aos homens que as engravidaram

  • ter terminado o relacionamento com o seu parceiro após o aborto

  • dificuldade em manter e desenvolver relacionamentos pessoais

  • ter adoptado um comportamento promíscuo

  • ter-se tornado auto-destrutiva

  • começar ou aumentar a utilização de drogas depois do aborto

  • sentimentos de ansiedade

  • medo de Deus

  • medo de outra gravidez

  • medo de ter de recorrer a outro aborto

  • efeitos emocionais tão severos impeditivos de qualquer actividade em casa, no trabalho ou de qualquer relacionamento pessoal

  • ter experimentado um esgotamento nervoso algum tempo após o aborto induzido.

http://www.sobreoaborto.info/seq_psico/seq_psico.htm
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Estudos: aborto e morte

Estudos recentes têm demonstrado que a prática do aborto induzido não é segura sob nenhumas circunstâncias e que, ao contrário do argumento popular, não é mais seguro que o parto. À luz de estudos recentes, o mito do “aborto seguro” está finalmente arrumado.

Um estudo sobre as taxas de mortalidade após a gravidez e aborto, realizado na Finlândia em 1997 e financiado pelo governo, revelou que as mulheres que abortam tem quatro vezes maior probabilidades de morrer no ano seguinte do que as mulheres que levam a gravidez até ao fim (1). Este estudo é apontado como o mais exaustivo até ao momento sobre o assunto. O mesmo estudo refere que após realizarem o aborto as mulheres aumentavam em 60% as probabilidades de morrer de morte natural, têm sete vezes maior probabilidade de morrer por suicídio, quatro vezes maior probabilidade de morrer de danos causados por acidentes e catorze vezes maior probabilidade de morrer de homicídio (2). Os investigadores concluíram que as taxas de mortalidade mais elevadas relacionadas com acidentes e homicídios podem estar ligadas às taxas de suicídio e de comportamentos de risco mais elevadas entre estas mulheres.

As principais causas de morte materna relacionadas com o aborto ocorridas num período de até uma semana após o procedimento são: hemorragias, infecção, embolia, anestesia, e gravidez ectópica [ gravidez na qual o feto se desenvolve fora da cavidade uterina; frequentemente nas trompas e raramente nos óvulos ou zona abdominal ] não diagnosticada.

Um estudo realizado em 1985 nos Estados Unidos aponta o aborto legal como a quinta causa principal de morte materna, mesmo sendo conhecido que uma grande parte das mortes como resultado do aborto não é oficialmente participada como tal. (3)

Um outro estudo publicado em 2002 refere que as mulheres que já se submeteram a um aborto têm um risco significativamente mais elevado de morte a curto e longo prazo do que as mulheres que dão à luz (4). Este estudo baseou-se em 173.000 registos médicos de mulheres com baixo rendimento na Califórnia, para os quais os investigadores estudaram as participações de mortes. Entre as várias descobertas que fizeram, constataram que as mulheres que tinham realizado abortos apresentavam o dobro da probabilidade de morrer nos dois anos subsequentes. Também verificaram uma elevada taxa de mortalidade por um período de oito anos nas mulheres submetidas a abortos. Neste período estudado, as mulheres que abortaram apresentavam mais 154% de risco de morte por suicídio, mais 82% de risco de morte por acidente e mais 44% de risco de morte por causas naturais.

Em países onde a prática do aborto é legal, as taxas de mortalidade resultantes desta prática são geralmente muito baixas. A justificar os números baixos podem, no entanto, estar outras causas que não a segurança do procedimento. Um dos motivos é a simples omissão da palavra aborto na causa de morte. Mas existem outros factores que mascaram a verdadeira dimensão dos números. Ficam apenas alguns exemplos de como o aborto pode resultar na morte da mulher sem necessariamente ser esta a causa “oficial” de morte:

Um útero perfurado durante o processo de aborto induzido dá origem a um abcesso [ acumulação de pus resultante de uma infecção por microrganismos, geralmente bactérias ] pélvico, sepsia (infecção generalizada do sangue) e morte.

Depressão profunda e sentimento de culpa após um aborto conduzem ao suicídio. Causa oficial: suicídio. Causa real: aborto.

Um estudo publicado em 1990 mostra as principais causas de morte resultante do procedimento do aborto legal entre 1979 e 1985 nos EUA (5):

  • 22,2% por hemorragia
  • 13,9% por infecção
  • 15,3% por embolia
  • 29,2% da anestesia
  • 19,4% de outras causas

Estudos mais recentes não parecem indicar um cenário diferente. Num destes estudos a comparar as taxas de mortalidade das mulheres resultantes de abortos e nascimentos, os autores comentam: “Ainda que alguns especialistas médicos continuem certamente a defender a opinião que o aborto é uma alternativa segura a dar à luz, isto não pode ser mais caracterizado como um ‘facto estabelecido.’ É na melhor das hipóteses uma opinião não substanciada, mais provavelmente uma esperança, e na pior das hipóteses, um mantra ideológico.” (Reardon, D. C., T. W. Strahan, J. M. Thorp and M. W. Shuping (2004). Deaths associated with abortion compared to childbirth: a review of new and old data and the medical and legal implications. The Journal of Contemporary Health Law & Policy 20(2): 279-327.)

1. Gissler, M., Kauppila, R., Merilainen, J., Toukomaa, H. and Hemminki, E. (1997). Pregnancy-associated deaths in Finland 1987-1994 - Definition problems and benefits of record linkage. Acta Obstetricia Et Gynecologica Scandinavica 76(7):651-657.

2. Gissler, M., Hemminki, E. and Lonnqvist, J. (1996). Suicides after pregnancy in Finland, 1987-94: Register linkage study. British Medical Journal 313(7070):1431-1434.

3. Kaunitz, A.M., Hughes, J.M., Grimes, D.A., Smith, J.C., Rochat, R.W. and Kafrissen, M.E. (1985). Causes of Maternal Mortality in the United-States. Obstetrics and Gynecology 65(5):605-612.

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